AS INTERFACES DO CONTROLE DE INFECÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO ODONTOLÓGICO1

Anaclara Ferreira Veiga Tipple2


TIPPLE, A. F. V.  As interfaces do controle de infecção em uma instituição de ensino odontológico. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n. 1, p. 67, 2002. Resumo. Disponível em http://www.fen.ufg.br


 

RESUMO: Os objetivos deste estudo são a identificação do conhecimento do aluno de graduação em odontologia acerca das medidas básicas de controle de infecção, o estabelecimento dos fatores intervenientes ao controle de infecção e ao seu ensino, bem como a análise do controle de infecção no que se refere ao processo do ensino e suas relações. Os dados foram obtidos através de Questionário, Análise documental, Observação e Entrevista, em uma Instituição Pública de ensino odontológico na cidade de Goiânia, Goiás. O estudo revelou a fragilidade do conhecimento do aluno a respeito das medidas de controle de infecção relacionadas às atividades clínicas na referida Instituição. Mostrou relação entre o conhecimento dessas medidas, a prática clínica e seu ensino, uma vez que, a estrutura curricular demonstrou lacunas teóricas e práticas, reveladas nas ementas e conteúdos programáticos das disciplinas. Evidenciou, ainda, que a estrutura física e os recursos materiais e humanos exercem influência como fatores dificultadores ao controle de infecção e ao seu ensino. Estes resultados indicam a necessidade de se estabelecer estratégias de intervenção no processo de ensino do controle de infecção. O estudo apresenta proposições para mudanças. O diagnóstico das condições locais revelado pelo estudo viabilizou a elaboração de um plano de intervenção, que vem sendo implementado com a aquiescência da maior parte da comunidade acadêmica, com significativos avanços no que se refere à prática do controle de infecção.

 

 


1 Tese de Doutorado apresentada em março de 2002 ao Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra Tokico Murakawa Moriya;

2 Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. anaclara@fen.ufg.br