SOROPREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE EM PACIENTES DE INSTITUIÇÕES PSIQUIÁTRICAS E EM INDIVÍDUOS NÃO INSTITUCIONALIZADOS COM SÍNDROME DE DOWN DE GOIÂNIA-GOIÁS[1]

 Marcia Maria de Souza[2]


SOUZA, M. M.  Soroprevalência da infecção pelo vírus da hepatite em pacientes de instituições psiquiátricas e em indivíduos não institucionalizados com síndrome de down de goiânia-goiás. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 59, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br


 

RESUMO: O vírus da hepatite B é responsável por altos índices de morbidade e mortalidade na população humana mundial. Este estudo objetivou a determinação da soroprevalência da infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) em pacientes internados em hospitais psiquiátricos e em indivíduos não institucionalizados com retardo mental (Síndrome de Down) em Goiânia-Go,  bem como a detecção do DNA viral além dos subtipos do HBsAg circulantes nessa população. Para a determinação dessa prevalência investigou-se no soro de 433 indivíduos a presença dos marcadores sorológicos HBsAg, anti-HBs e anti-HBc total. Para as amostras positivas para HBsAg pesquisou-se também anti-HBcIgM, HBeAg e anti-HBe utilizando como metodologia o ensaio imunoenzimático. Observou-se que dos 433 indivíduos pesquisados, 22,4% eram soropositivos ao vírus. A análise considerando o tipo populacional estudado mostrou índices de soroprevalência de 24,3%, 16,9% e12,0% para os pacientes que apresentam problema mental, problema mental associado a dependência química e em indivíduos com Síndrome de Down, respectivamente. Os resultados em relação a faixa etária, mostrou que a soroprevalência foi distribuída em todas as faixas etárias e que o AgHBs só foi detectado a partir de 21 anos de idade. Em relação ao sexo os resultados mostraram uma soroprevalência maior em indivíduos do sexo masculino embora não estatisticamente significativo. Não houve diferença estatística para a soropositividade entre os diferentes hospitais do estudo mas a análise considerando os fatores de risco mostrou que para os indivíduos com problema mental e dependência química associada, as condições de reinternação e a promiscuidade sexual foram significativos para aquisição da infecção. Cinco amostras HBsAg positivas foram subtipáveis pela metodologia de imunodifusão radial sendo estas adw2 (60%), adw4 (20%) e ayw3 (20%). Foi detectado o DNA viral, pela metodologia da PCR, em três amostras HBsAg positivas e também em 11 amostras positivas para anti-HBc total/anti-HBs. Os resultados deste estudo corroboram dados mundiais e reforçam a opinião a respeito do controle do VHB no sentido da prevenção da hepatite B aguda, crônica ou mesmo o carcinoma hepatocelular primário. Assim sendo consideramos serem necessárias a adoção de medidas preventivas de rotina no ambiente hospitalar psiquiátrico além da implantação do processo de vacinação para todos envolvidos. Estes dados indicam importante índice de ocorrência da infecção pelo VHB nesta população específica e reforça estudos anteriores sobre a importante circulação do vírus na Região.

 


 

ESTUDO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) E AVALIAÇÃO DA SOROCONVERSÃO À VACINA RECOMBINANTE EUVAX-B NA POPULAÇÃO DE HEMODIÁLISE EM GOIÂNIA – GO. [3] 

Sheila de Araújo Teles[4]

 

TELES, S. A. Estudo da infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) e avaliação da soroconversão à vacina recombinante Euvax-B na população de hemodiálise em Goiânia – GO. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v.4, n.1, p. 60, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: Os pacientes em hemodiálise apresentam um risco elevado de infecção pelo vírus da hepatite B (VHB), sendo a vacina contra o mesmo a medida mais efetiva para sua prevenção. Neste estudo, investigou-se os índices de positividade para o marcador sorológico AgHBs em hemodialisados em Goiânia-Goiás, no período de 1995 (n=282) a 1999 (n=536), detectando-se, ainda, a presença dos marcadores AgHBe/anti-HBe pelo ensaio imunoenzimático (EIE) e do DNA viral pela reação da polimerase em cadeia (PCR) nas amostras AgHBs reagentes. Além disso, determinou-se os subtipos do AgHBs pelo EIE e, os genótipos do VHB através dos métodos: “Line Probe Assay” (LiPA) e análise do polimorfismo de fragmentos de restrição (RFLP). Ainda, vacinou-se pacientes (n=42; 40 mg nos meses 0, 1, 2 e 6) e profissionais (n=60; 20 mg nos meses 0, 1 e 6) das unidades de hemodiálise, avaliando a soroconversão à vacina recombinante Euvax-B. Observou-se um declínio na prevalência do AgHBs de 12% em 1995 para 5,8% em 1999 (p<0,05). Dentre os pacientes AgHBs reagentes (n=43), 23 (53,5%) apresentaram reatividade ao AgHBe e, 18 (41,9%) ao anti-HBe. Dois pacientes foram negativos para ambos os marcadores. O DNA do VHB foi detectado em todas as amostras AgHBe reagentes, em seis anti-HBe-positivas, e em uma amostra AgHBe/anti-HBe não reagente. Em 1995, foram encontrados os genótipos A (50%), D (46,2%) e F(3,8%) e, os subtipos adw2 (44,1%), ayw3 (41,2%), ayw2 (2,9%) e adw4 (2,9%), havendo uma correlação na distribuição dos mesmos por unidade de diálise. Ao final da investigação (1999), notou-se uma mudança na endemicidade dos genótipos/subtipos circulantes, sendo amostras D/ayw3 (65,2%) predominantes, seguidas das identificadas como A/adw2 (30,4%) e F/adw4 (4,4%). Ainda, seis padrões de RFLP foram determinados: A1 (seis amostras), A3 (duas amostras), D3 (10 amostras), D4 (uma amostra), D7 (sete amostras) e F1 (uma amostra). Os padrões D3 e D7 foram mais freqüentes nas Unidades I e II, respectivamente, em relação as demais unidades (p<0,05). Verificou-se, ainda, nos pacientes e profissionais vacinados, títulos de anti-HBs acima de 10 UI/L em 89,5% e 93,3%,  respectivamente. Os resultados deste estudo mostraram que, apesar da importância do ambiente dialítico na disseminação do VHB, houve uma diminuição no índice de portadores do vírus B nas unidades de hemodiálise de Goiânia-GO e, uma boa resposta à vacina Euvax-B foi observada.

 


 

MICRORGANISMOS ISOLADOS DE BARATAS (Periplaneta americana) EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE GRANDE PORTE DA REGIÃO CENTRO OESTE.[5] 

Marinésia Aparecida do Prado[6]

 

PRADO, M. A. Microorganismos isolados de baratas (Periplaneta americana) em um hospital público de grande porte da região Centro Oeste. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 61, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: As baratas são carreadoras em potencial de microrganismos levando-os na superfície do seu corpo para os materiais esterilizados, equipamentos e alimentos não-contaminados, seja no ambiente, hospitalar ou domiciliar. Epidemiologicamente, as baratas devem ser consideradas um importante vetor de infecções. O objetivo deste estudo foi isolar e a identificar os microrganismos da superfície de baratas em  um hospital, assim como determinar o perfil de suscetibilidade antimicrobiana das bactérias isoladas da superfície das baratas. As baratas foram capturadas no ambiente hospitalar, nos períodos matutino e noturno, sendo as mesmas colocadas em frascos previamente limpos e desinfetados com álcool a 70%, em seguida transferidas para um frasco estéril e levadas ao laboratório. Consideraram-se, para o estudo, as baratas que se encontravam íntegras e vivas, as quais foram imobilizadas a uma temperatura de 0o C por um período de 5 a 20 minutos. As baratas foram retiradas dos frascos com o auxílio de pinça hemostática Kelly estrerilizada, colocadas em solução salina estéril 0,8% e homogenizadas. Esta solução foi semeada em placas de Petri contendo meios de cultura: ágar Macconkey, ágar Naito, infusão de cérebro e coração (ágar BHI), ágar Saboraud, ágar Manitol, e incubadas a uma temperatura de 370  C,  por um período de 24 a 48 hs, sendo o ágar Saboraud incubado à uma temperatura ambiente por 7 dias, em seguida, examinadas em um estereomicroscópio para a contagem das unidades formadoras de colônia (ufc) de acordo com Westergreen & Krasse (1978), a seguir identificadas segundo à taxonomia padrão descrita por KONEMAN et al. (1993). O isolamento dos microrganismos, foi realizado de acordo com o método preconizado por FOTEDAR et al. (1991). Para a determinação do perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos utilizou-se o teste de difusão de disco, recomendado pela National Committe for Clinical Laboratory Standards (2000). A análise estatística foi realizada no programa EPI-INFO, V.6.04. O estudo revelou: a prevalência de fungos 97,0%; de enterobactérias 56,0% e estafilococos coagulase negativo (ECN) 25,4%. Identificaram-se 15 espécies de enterobactérias com predomínio de K.pneumoneae 12,7%; E. aerogenes 10,3%; Serratia marcescens 9,5%; de Hafínia alvei 8,7%; de E. gergoveae e E. cloacae 6,3%; de Serratia sp 4,7% e outras. Detectou-se uma resistência significativa das espécies de enterobactérias e dos ECN aos antimicrobianos, inclusive à oxacilina. Concluiu-se que as baratas são carreadoras de microrganismos de interesse para as IH e que os resultados apresentados na pesquisa podem estar associados às condições de saneamento ambiental da instituição, ao uso inadequado de antimicrobianos e à oferta aleatória de alimentos, propiciando a proliferação desses insetos.

 


 

ANÁLISE SOROEPIDEMIOLÓGICA DA INFECÇÃO PELOS VÍRUS DA HEPATITES B E C EM PROFISSIONAIS DOS CENTROS DE HEMODIÁLISE DE GOIÂNIA - GOIÁS[7] 

Carmen Luci Rodrigues Lopes[8]

 

LOPES, C. L. R.  Soroprevalência da infecção pelo vírus da hepatite em pacientes de instituições psiquiátricas e em indivíduos não institucionalizados com síndrome de down de goiânia-goiás. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 62, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: As infecções pelos vírus das hepatites B (VHB) e C (VHC) constituem importante causa de doenças hepáticas. Os profissionais de saúde têm sido identificados como grupo de risco para adquirir estas infecções ocupacionalmente. Para investigar o perfil das infecções pelo VHB e VHC em profissionais de hemodiálise de Goiânia – Goiás, 152 indivíduos foram entrevistados em nove unidades de diálise entre abril e julho de 1998. Amostras sangüíneas foram coletadas e testadas para detecção dos seguintes marcadores sorológicos da infecção pelo VHB: AgHBs, anti-HBs e anti-HBc pelo ensaio imunoenzimático (ELISA), assim como para a detecção de anticorpos para o VHC (anti VHC) por ELISA, que quando reativas por este ensaio foram retestadas por “line immunoassay” (LIA) e pela reação em cadeia da polimerase (PCR). Uma prevalência global de 24,3% (37/152) foi encontrada para a infecção pelo VHB. A análise multivariada dos fatores de risco mostrou que o tempo de profissão, relato de exposição ocupacional e o não uso de equipamentos de proteção estiveram significativamente associados à positividade ao VHB. Dos 40 profissionais que apresentaram susceptibilidade à infecção pelo VHB, 20 concordaram em participar do programa de vacinação e, após a administração das três doses da vacina EUVAX-B, 18 (90%) apresentaram soroconversão ao anti-HBs com concentrações maiores que 10 UI/L, sendo que a maioria (80%) acima de 100 UI/L. Neste estudo apenas um profissional foi soropositivo ao VHC, resultando em uma prevalência de 0,7% para esta infecção. Este profissional reportou vários acidentes com exposição percutânea. Estes resultados demonstram uma prevalência elevada para infecção pelo VHB, e baixa para o VHC, em profissionais de hemodiálise de Goiânia- Goiás, e sugerem o ambiente dialítico como possível fonte de transmissão ocupacional destes vírus, especialmente para o VHB, enfatizando a necessidade de reavalizção das medidas de controle e prevenção adotadas nestas unidades.

 


 

PREVALÊNCIA de estafilococos RESISTENTES À METICILINA em PROFISSIONAIS DE SAÚDE de uma unidade de terapia intensiva de goiânia – goiás[9]. 

Ana Luiza Neto Junqueira[10]

 

JUNQUEIRA, A. L. N.  Prevalência de estafilococos resistentes a meticilina em profissionais de saúde de uma Unidade de Terapia Intensiva de Goiânia – Goiás. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 63, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: Os estafilococos resistentes à meticilina (MRS) são importantes patógenos nosocomiais. Os profissionais de saúde têm um alto risco  de exposição a este microrganismo. A unidade de terapia intensiva (UTI) é local de risco para as infecções por MRS. Este trabalho tem como objetivo isolar e identificar cepas de estafilococos de amostras de saliva e da narina de profissionais de saúde da UTI do Hospital de Urgências de Goiânia - Goiás, detectar cepas resistentes à meticilina/oxacilina, o gene mecA e propor medidas para controle de MRS em profissionais de saúde da UTI. Foram isoladas 132 cepas de estafilococos de 52 profissionais, 106 (80,3%) identificadas como Staphylococcus aureus, e 26 (19,7%) como estafilococos coagulase negativa (ECN). De acordo com sítio anatômico, as taxas de prevalência para S. aureus  e ECN na saliva foram de  61,0% e 39,0% e na narina de 77,0% e 23,0% respectivamente. O perfil de suscetibilidade dos estafilococos isolados dos dois  sítios aos antimicrobianos testados foi semelhante. Os Staphylococcus aureus apresentaram semelhança na resistência à eritromicina, ceftriaxona, penicilina  à oxacilina, nos isolados da narina e saliva respectivamente. Todas as cepas foram sensíveis à vancomicina. Porém houve uma diferença de suscetibilidade em relação a tetraciclina, mostrando uma resistência nas cepas da narina de 35,8% enquanto que nos isolados da saliva o percentual de resistência foi de 27,5% (p<0,05). Quando observados os ECN, a suscetibilidade foi semelhante nos isolados da saliva e narina para todos os antibióticos testados. Em relação  à vancomicina, assim como observado para cepas de S. aureus, não foram detectados ECN resistentes. A prevalência de portadores de MRS foi de 53,8%. Dentre os profissionais analisados os de enfermagem representaram 82,7% da população, e destes, 63,1% foram  identificados como portadores de MRS, como também 33% dos médicos portavam este microrganismo na saliva ou narinas. A presença do gene mecA foi pesquisada pela reação em cadeia de polimerase (PCR) em 68 cepas de estafilococos sendo  38 MRS e 30 sensíveis à meticilina. Das 38 cepas de MRS o gene foi detectado em 22 (57,9%).  Além disso, o mecA foi detectado em 7 (23,3%) cepas identificadas como meticilina sensíveis. Desta forma, observando a alta prevalência de MRS em profissionais de saúde de UTI enfatiza a necessidade da implementação do controle dos MRS, com a descolonização dos portadores, lavagem efetiva das mãos e o cumprimento das medidas de precauções padrão para portadores de microrganismos multirresistentes à antibióticos.

 


 

QUALIDADE DE VIDA DO PORTADOR DE MARCAPASSO CARDÍACO DEFINITIVO: ANTES E APÓS IMPLANTE[11]

 Virginia Visconde Brasil[12]

BRASIL, V. V. Qualidade de vida do portador de marcapasso cardíaco definitivo: antes e após implantes. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 64, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: A estimulação cardíaca artificial que utiliza o marcapasso cardíaco definitivo é uma das alternativas para o tratamento das arritmias. Entretanto, o uso do marcapasso tem provocado reações singulares e alterações nos hábitos de vida dos portadores, o que, indiretamente, pode afetar sua qualidade de vida. Este estudo teve por objetivo verificar como o paciente portador de marcapasso cardíaco definitivo avalia sua qualidade de vida antes e após o implante do marcapasso. Foram entrevistados 80 pacientes imediatamente antes e após quatro meses de implante. Para avaliação da qualidade de vida, utilizou-se o Índice de Qualidade de Vida (IQV) de Ferrans e Powers: versão cardíaca (1992), que foi traduzido e adaptado para portadores de marcapasso. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (65,0%), maior que 61 anos (52,5%) e referiu como principais sintomas falta de ar (62,5%), cansaço (51,3%), tontura (45,0%), precordialgia (42,5%) e dor ou edema nas pernas (41,3%). Os demais sintomas referidos no pré-implante foram palpitação (26,3%), fraqueza (26,3%), síncope / desmaio (21,3%), turgor jugular (5,0%), inapetência / insônia (5,0%),  hipertensão / nervosismo / suor frio (5,0%), cefaléia (3,8%). Todos os sintomas regrediram significantemente após o implante, exceto o turgor jugular. Dentre as atividades que deixaram de fazer pós-implante, 25,0% deixaram de pegar peso e 23,3% de trabalhar. O uso de eletrodomésticos foi mantido por 60,0% dos pacientes, 25,0% deixaram de usar ferro elétrico, 13,4% não usam mais chuveiro elétrico e 10,0% não usam mais telefone celular nem ligam a televisão. Os incômodos referidos por serem portadores de marcapasso foram atrapalhar o sono, interferir no trabalho, gerar medo, dor no sítio do gerador e interferência das pessoas na própria vida. As variáveis que mais influenciaram na mudança da qualidade de vida foram as dos Domínios "Saúde e Funcionamento" e "Psicológico / Espiritual" do IQV. Conclui-se que existe diferença entre a qualidade de vida antes e após o implante de marcapasso cardíaco definitivo, sendo maior, o Índice  de Qualidade de Vida após o implante (14,88 versus 17,43).

 


 

RISCO BIOLÓGICO E BIOSSEGURANÇA NO COTIDIANO DE ENFERMEIROS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM[13]

 Adenícia Custódia Silva e Souza[14]

 

SOUZA, A. C. S.  Risco biológico e biossegurança no cotidiano de enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n.1, p. 65, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO: Este estudo teve como objetivo identificar o conhecimento da equipe de enfermagem e caracterizar a sua prática quanto à biossegurança relacionada aos riscos biológicos, bem como identificar as crenças referidas por esta equipe quanto aos comportamentos preventivos. Os dados foram coletados através de questionário e entrevista conforme preconizado pela técnica de incidentes críticos. Estes instrumentos foram validados e aplicados aos enfermeiros e auxiliares de enfermagem de um hospital-escola após a observação dos aspectos ético-legais. Os dados foram analisados de forma quanti-qualitativa segundo a técnica de incidentes críticos. A amostra foi constituída por 226 profissionais, sendo 59,3% enfermeiros e 40,7% auxiliares de enfermagem. Os resultados mostraram que apesar destes profissionais conhecerem as medidas de biossegurança recomendadas para a prevenção de acidentes com material biológico, não as têm empregado no cotidiano de sua prática. A prática relacionada à biossegurança foi caracterizada por velhos hábitos e atos inseguros que expõem os profissionais aos riscos biológicos. Os maiores riscos foram os representados por acidentes com perfurocortantes , principalmente após o seu manuseio, situações estas que em sua maioria poderia ter sido evitada pela adoção de medidas de biossegurança. As conseqüências oriundas de exposição com risco iminente de contaminação foram permeadas pelo medo de se contaminar e pelo transtorno emocional; situações estressantes, mas que desencadearam respostas cognitivas e afetivas importantes para a modificação dos hábitos, em busca de comportamentos seguros. A ocorrência de situações ameaçadoras levaram à percepção da susceptibilidade aos riscos e os benefícios percebidos pelo uso do EPI, representaram reforço positivo para o seu uso.

 


 

O CONTEXTO DA EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM NA VISÃO DOS GERENTES DE ENFERMAGEM E DOS ENFERMEIROS DE EDUCAÇÃO CONTINUADA[15] 

Ana Lúcia Queiroz Bezerra[16]

 

BEZERRA, A L Q.  O contexto da educação continuada em enfermagem na visão dos gerentes de enfermagem e dos enfermeiros de educação continuada. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n. 1, p. 66, 2002. Resumo. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

RESUMO  O mundo vive um momento de mudanças, afetando a estrutura, a cultura e os processos de trabalho, fazendo com que as pessoas busquem formas de adaptação e agreguem novos valores para atender as demandas sociais do mercado. Um dos desafios para os serviços de saúde é a adoção de medidas para a satisfação dos clientes. Para a enfermagem, inserida neste cenário, o desafio é investir em seus recursos humanos, utilizando-se da educação continuada como ferramenta para promover o desenvolvimento das pessoas e assegurar a qualidade do atendimento aos clientes. O estudo teve por objetivo analisar os serviços de educação continuada sob a ótica dos gerentes de enfermagem e dos enfermeiros de educação continuada. Foram pesquisadas 33 instituições de saúde do município de São Paulo que possuíam serviços de educação continuada estruturados e coordenados por enfermeiros. Os dados foram coletados por meio de dois questionários compostos por afirmativas, cujas respostas pautaram-se numa graduação sob a forma de escala de Likert.  Suas afirmativas foram distribuídas por categorias e subcategorias que expressavam concepções sobre: filosofia das organizações incluindo o gerenciamento de recursos humanos e o trabalho dos gerentes; o contexto dos serviços de educação continuada, contemplando a organização do serviço de educação continuada e o seu inter-relacionamento com os demais serviços das instituições de saúde; o enfermeiro de educação continuada com abordagem no perfil e seu trabalho. Pela análise das afirmativas dos gerentes de enfermagem e dos enfermeiros de educação continuada, foi revelado que o conhecimento da filosofia organizacional auxilia no entrosamento entre estes profissionais, devendo nortear o desenvolvimento de suas atividades para atingir melhores resultados no trabalho; que os serviços de educação continuada nas instituições de saúde devem orientar o direcionamento das atividades educativas, sendo voltados para a realidade institucional e necessidades do pessoal, proporcionando o desenvolvimento profissional e influenciando na qualidade da assistência de enfermagem; que o enfermeiro de educação continuada tenha a formação compatível com a de um educador, devendo buscar continuamente o autodesenvolvimento, sendo capaz de influenciar as pessoas na busca do conhecimento e compartilhe seu trabalho com todos os responsáveis pelo gerenciamento da assistência de enfermagem nas instituições de saúde.

 


 

AS INTERFACES DO CONTROLE DE INFECÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO ODONTOLÓGICO[17] 

Anaclara Ferreira Veiga Tipple[18]

  

TIPPLE, A. F. V.  As interfaces do controle de infecção em uma instituição de ensino odontológico. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n. 1, p. 67, 2002. Resumo. Disponível em http://www.fen.ufg.br

  

RESUMO: Os objetivos deste estudo são a identificação do conhecimento do aluno de graduação em odontologia acerca das medidas básicas de controle de infecção, o estabelecimento dos fatores intervenientes ao controle de infecção e ao seu ensino, bem como a análise do controle de infecção no que se refere ao processo do ensino e suas relações. Os dados foram obtidos através de Questionário, Análise documental, Observação e Entrevista, em uma Instituição Pública de ensino odontológico na cidade de Goiânia, Goiás. O estudo revelou a fragilidade do conhecimento do aluno a respeito das medidas de controle de infecção relacionadas às atividades clínicas na referida Instituição. Mostrou relação entre o conhecimento dessas medidas, a prática clínica e seu ensino, uma vez que, a estrutura curricular demonstrou lacunas teóricas e práticas, reveladas nas ementas e conteúdos programáticos das disciplinas. Evidenciou, ainda, que a estrutura física e os recursos materiais e humanos exercem influência como fatores dificultadores ao controle de infecção e ao seu ensino. Estes resultados indicam a necessidade de se estabelecer estratégias de intervenção no processo de ensino do controle de infecção. O estudo apresenta proposições para mudanças. O diagnóstico das condições locais revelado pelo estudo viabilizou a elaboração de um plano de intervenção, que vem sendo implementado com a aquiescência da maior parte da comunidade acadêmica, com significativos avanços no que se refere à prática do controle de infecção.

 


 

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA CLIENTELA DOS CENTROS DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO PARA O HIV EM GOIÁS – BRASIL, 1998[19] 

Sandra Maria Brunini de Souza[20]

 

SOUZA, S. M. B. Perfil epidemiológico da clientela dos centros de testagem e aconselhamento para o HIV em Goiás – Brasil, 1998. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n. 1, p. 68, 2002. Resumo. Disponível em http://www.fen.ufg.br

RESUMO Objetivos: Determinar e comparar o perfil sócio-demográfico, a prevalência da infecção pelo HIV e os fatores de risco da clientela dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Goiânia e de Rio Verde, Goiás. Metodologia: Trata-se de estudo de corte transversal com amostra de população voluntária, que procurou o serviço para testagem anônima, confidencial e gratuita, no período de janeiro a outubro de 1998. A detecção de anticorpos anti-HIV consistiu na realização de duplo teste de ELISA (Enzyme Linked Immunossorbent Assay) e confirmação sorológica por Imunofluorescência Indireta, obedecendo às recomendações do Ministério da Saúde. Os dados epidemiológicos e os resultados de laboratório foram extraídos de questionários aplicados pelos profissionais do serviço, durante o aconselhamento pré-teste. A soroprevalência para o HIV foi calculada entre os indivíduos atendidos nos CTA de Goiânia e de Rio Verde e, a razão de prevalência (RP), com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%), foi estimada para os potenciais fatores de risco associados com a infecção. Resultados: Foram analisados 1784 registros da demanda espontânea, sendo 1156 (64,8%) de Goiânia e 628 (35,2%) de Rio Verde. Quando comparada com Rio Verde, a população do CTA de Goiânia mostrou maior proporção de mulheres, de desempregados, de indivíduos que preferiram o teste anônimo e de pessoas com história de testagem anterior. Em Rio Verde a exposição ao risco sexual, destacou-se entre os motivos da testagem quando comparado com Goiânia (67,5% vs. 33,2%; p < 0,01). A proporção de indivíduos que procuraram o serviço para conhecer seu status sorológico ou por indicação médica foi maior entre os clientes de Goiânia que de Rio Verde (28,3% vs. 10,8%; p < 0,01). A soroprevalência em Goiânia e em Rio Verde foi, respectivamente, 2,6% e 2,8% (p > 0,05). Indivíduos com escolaridade até o 1º grau apresentaram risco 2,2 (IC 95% 1,1 - 4,8) vezes maior de ser infectados quando comparados com os de maior escolaridade. Tanto para pessoas que referiram testagem prévia (RP = 6,2%; IC 95% 3,3 - 11,8) como para as que procuraram anteriormente o banco de sangue (RP = 3,8; IC 95% 1,8 - 7,9) houve associação com alto risco de  infecção pelo HIV. Conclusões: Os resultados deste trabalho mostraram que há diferenças epidemiológicas  entre indivíduos de Goiânia e de Rio Verde atendidos nos CTA. Essas informações podem contribuir no planejamento de intervenções de prevenção e vigilância do HIV, de forma regionalizada.

 


 

HOLISMO SÓ NA TEORIA: A TRAMA DOS SENTIMENTOS DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM SOBRE SUA FORMAÇÃO [21]

 ELIZABETH ESPERIDIÃO [22]

 

ESPERIDIÃO, E. Holismo só na teoria: a trama dos sentimentos do acadêmico de Enfermagem sobre sua formação. Revista Eletrônica de Enfermagem (on-line), v. 4, n. 1, p. 69, 2002. Resumo. Disponível em http://www.fen.ufg.br

 

As tendências atuais na capacitação de recursos humanos apontam para o desenvolvimento de profissionais com uma postura crítica e reflexiva, com habilidades que vão além dos aspectos técnicos, constituindo-se um grande desafio para as instituições formadoras. Na formação do enfermeiro notamos também esse movimento e apesar do amplo discurso da integralidade do ser humano, acreditamos que a dimensão técnica é ainda mais enfatizada, desconsiderando a necessidade de instrumentalizar o processo de crescimento interno do profissional. Entendemos que não há como desvincular a dimensão profissional da pessoal, ou seja, a pessoa reside no ser profissional e o profissional integra a pessoa humana, de forma dialética. A partir de um referencial humanístico, desenvolvemos este estudo em uma abordagem qualitativa, com o objetivo  de identificar e analisar as percepções e os sentimentos do aluno do curso de graduação em Enfermagem, com relação à sua formação como pessoa/profissional. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais com acadêmicos da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás, cujas falas foram submetidas a análise temática de conteúdo. Os resultados revelaram que os alunos percebem a formação acadêmica centrada em conhecimentos técnico-científicos, voltados especialmente ao atendimento das necessidades daqueles que vão ser assistidos, sem  considerar a pessoa que os assiste, além de sinalizar que a trajetória acadêmica é permeada por vários sentimentos que aparecem em função das experiências ocorridas ao longo dela. Ficou evidenciado ainda que, em situações específicas, principalmente ligadas à área de saúde mental, o aluno tem tido a oportunidade de expressar e lidar com seus próprios sentimentos. Consideramos que esta pesquisa oferece elementos importantes a serem repensados pelas Escolas de Enfermagem, visando a formação do aluno como pessoa integral e integrada em suas ações.

  


[1] Dissertação de Mestrado, defendida em  no programa de Pós-Graduação do Instituto de Patologia Tropical da Universidade Federal de Goiás, sob orientação da Profa. Dra. Divina das Dôres de Paula Cardoso;

[2] Enfermeira, Mestre em Saúde Pública, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. msousa@fen.ufg.br

[3] Tese (Doutorado)defendida em 06 de junho de 2002. Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ Curso Biologia Parasitária, sob orientação de  Dra.Clara F. T. Yoshida e Profa. Dra. REgina Maria Bringel Martins;

[4] Enfermeira, Doutor em Ciências, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. sheila@fen.ufg.br

[5] Dissertação de Mestrado defendida em 08/03/2002, no programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, sob orientação da Profa. Dra. Elucir Gir;

[6] Enfermeira, Mestre em Enfermagem Fundamental, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. maprado@fen.ufg.br

[7] Dissertação de Mestrado, defendida em  no programa de Pós-Graduação do Instituto de Patologia Tropical da Universidade Federal de Goiás, sob orientação da Profa. Dra. Regina Maria Bringel Martins;

[8] Enfermeira, Mestre em Microbiologia, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. carmen@fen.ufg.br

[9] Dissertação de mestrado em microbiologia, área de concentração bacteriologia, defendida em 11 de agosto de 2000, no Instituto de Patologia e Medicina Tropical da Universidade Federal de Goiás, sob a orientação do Prof. Dr. Cleomenes Reis.

[10] Enfermeira, Mestre em Microbiologia, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. ananeto@fen.ufg.br

[11] Tese apresentada ao Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Universidade de São Paulo para obtenção do Título de Doutor. São Paulo, 2001, sob orientação da Profª DrªTamara Iwanow Cianciarullo;

[12] Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. virginia@fen.ufg.br

[13] Tese de Doutorado apresentada ao Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, no dia 02 de fevereiro de 2001, sob orientação da Profa. Dra. Elucir Gir;

[14] Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. adenicia@fen.ufg.br

[15] Tese de Doutorado apresentada ao Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Sonia Dela Torre Salzano;

[16] Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

[17] Tese de Doutorado apresentada em março de 2002 ao Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra Tokico Murakawa Moriya;

[18] Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunto da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. anaclara@fen.ufg.br

[19] Dissertação de Mestrado apresentada em setembro de 2000 ao curso de Pós-Graduação do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás, área de concentração em Epidemiologia, sob orientação da Profa. Dra. Ana Lúcia S. Sgambatti de Andrade;

[20] Enfermeira, Mestre em Epidemiologia, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

[21] Dissertação de Mestrado defendida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de são paulo em 2001, no Programa Enfermagem Psiquiátrica. Orientação: Profª. Drª.Denize Bouttelet Munari;

[22] Enfermeira, Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás. betesper@fen.ufg.br