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Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás - Goiânia (GO - Brasil)

Revista Eletrônica de Enfermagem - ISSN 1518-1944

 

Artigos originais / Original papers / Articulos originales

 

SILVA, Jorge Luiz Lima da; ASSIS, Débora Lopes de; GENTILE, Angelina Cupollilo – A percepção de estudantes sobre a metodologia problematizadora: a mudança de um paradigma em relação ao processo ensino aprendizagem. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 07, n. 01, p. 72 – 80, 2005. Disponível em http://www.fen.ufg.br

A PERCEPÇÃO DE ESTUDANTES SOBRE A METODOLOGIA PROBLEMATIZADORA: A MUDANÇA DE PARADIGMA EM RELAÇÃO AO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

THE PERCEPTION OF STUDENTS ABOUT PROBLEM-BASED LEARNING: THE CHANGE OF PARADIGM IN RELATION TO THE PROCESS EDUCATION LEARNING

LA PERCEPCIÓN DE ESTUDIANTES SOBRE LA METODOLOGÍA PROBLEMATIZADORA: EL CAMBIO DE PARADIGMA EN RELACIÓN AL PROCESO ENSEÑANZA-APRENDIZAJE

 

Jorge Luiz Lima da Silva1

Débora Lopes de Assis2

Angelina Cupollilo Gentile3

 

RESUMO: A pedagogia progressista utiliza a metodologia problematizadora de ensino como principal ferramenta para reflexão-ação crítica sobre a realidade, promovendo a interação na construção do conhecimento. Os estudantes dos cursos de capacitação do Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem (PROFAE) usufruem desta metodologia de ensino, passando por uma transição, visto que o ensino básico e médio destes estudantes baseou-se nos parâmetros de ensino tradicional, liberal e bancário. O estudo traz como objetivos analisar a opinião dos estudantes sobre o método problematizador de ensino. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com método qualitativo, que se deu por meio de um estudo de caso realizado com 33 estudantes dos cursos de capacitação para atendentes (Núcleo Niterói) e auxiliares de enfermagem (Núcleo Cachoeiras de Macacu). As opiniões foram categorizadas de acordo com grupos temáticos e comentadas. A maioria dos alunos considera o método bom ou muito bom, relatam que aprendem mais no diálogo problematizador. A metodologia problematizadora não é bem vista por todos os discentes, principalmente, por encontrarem parâmetros diferenciados de avaliação e de participação em sala de aula. Indicam como deficiência da metodologia a falta de avaliações escritas e questionam a credibilidade da aprendizagem somente através do diálogo problematizador. Em contrapartida, valorizam a troca de experiências em sala de aula, esclarecimento das dúvidas em conjunto e atuação e acompanhamento dos professores. Cabe, neste momento de transição, uma conscientização do estudante de que ele é um sujeito crítico-reflexivo e atuante na sua aprendizagem. Sendo um processo essencial a capacidade de formulação de problemas, identificação de desafios, e busca de alternativas.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino, Educação em Enfermagem, Pesquisa em Educação de Enfermagem.

ABSTRACT: The progressive learning uses the problematization methodology of education as main tool for critical reflection-action on the reality, promoting the interaction in the construction of the knowledge. Students of the courses qualification that Project Professionalization Workers of the nursing’s Area usufructing of this methodology of education, passing for a transition, since the basic and average education of these students was based on the parameters of traditional education, liberal and banking. The objective to analyze opinion o students about the problematization method. Descriptive research, with qualitative method, by means of a study of case realized with 33 students that do courses of qualification for attendants (Niterói Nucleus-RJ) and nurses aid had participated (Nucleus Cachoeiras de Macacu-RJ). The opinions had been categorized in accordance with thematic and commented groups. The majority students consider the good method or very good, they tell that they learning more the Problem-Based Learning. The methodology is not seen by all the learning, mainly, for finding differentiated evaluation parameters and participation in classroom. They indicate as deficiency of the methodology the lack of written evaluations and only question the credibility of the learning through the problematization’s dialogue. However, they value the exchange of experiences in performance, showing the doubts in set, classroom professor’s accompaniment. It fits, at this moment of transition, awareness of the student of whom it is a citizen operating critical-reflexive and in its learning. Being an essential process the capacity of formulation of problems, identification challenges, and search of alternatives.

KEY WORDS: Education, Nursing Education, Nursing Education Research.

RESUMEN: La pedagogía progresista utiliza la metodología problematizadora de enseñanza como principal herramienta para reflexión-acción crítica sobre la realidad, promoviendo la interacción en la construcción del conocimiento. Los estudiantes de los cursos de capacitación del Proyecto de Profesionalización de los Trabajadores del Área de Enfermería (PROFAE) usufruem de esta metodología de enseñanza, pasando por una transición, visto que la enseñanza básica y medio de estos estudiantes se basó en los parámetros de enseñanza tradicional, liberal y bancario. El estúdio objetivó analizar la opinión de los estudiantes sobre el método problematizador de enseñanza. Búsqueda descriptiva, con método cualitativo, por medio de un estudio de caso realizado con 33 estudiantes de los cursos de capacitación para tenderas (Núcleo Niterói) y auxiliares de enfermería (Núcleo Cachoeiras de Macacu). Las opiniones fueron categorizadas de acuerdo con grupos temáticos y comentadas. La mayoría de los alumnos considera el método bueno o muy bueno, relatan que aprenden más en el diálogo problematizador. La metodología problematizadora no es bien vista por todos los alumnos, principalmente, por encuentren parámetros diferenciados de evaluación y de participación en aula. Indican como deficiencia de la metodología la falta de evaluaciones escritas y cuestionan la credibilidad del aprendizaje solamente a través del diálogo problematizador. En contrapartida, valoran el cambio de experiencias en aula, esclarecimiento de las dudas en conjunto y actuación y acompañamiento de los profesores. Cabe, en este momento de transición, una concienciación del estudiante de que él es un sujeto crítico-reflexivo y activo en su aprendizaje. Siendo un proceso esencial la capacidad de formulación de problemas, identificación de desafíos, y búsqueda de alternativas.

PALABRAS CLAVE: Educación en Salud, Enfermería, Investigación en Educación de Enfermería.

INTRODUÇÃO

As bases do ensino progressista apontam que a prática é uma atividade que incorpora uma reflexão sobre o mundo, sobre a vida e sobre si mesma. É pela mediação realizada entre a consciência que o homem entende a natureza e os outros homens.

Segundo BRASIL, (2003a, p.22) toda atividade educacional que se concretiza em relações pedagógicas, é, portanto uma prática social que apresenta características históricas, implicações teóricas e compromissos políticos. Tais fatores são mencionados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação ¾ 9.394 de 20/12/1996 ¾ em seu artigo 1º parágrafos 1º e 2º, e implica em mudanças políticas -pedagógicas por parte dos cursos na área da saúde.

Tais afirmações contrastam com a pedagogia tradicional e suas bases humanísticas implantadas em nosso país desde o Brasil colonial. As ações políticas que respaldavam a educação no império visavam o ensino para a formação da elite. O que não foi muito diferente na república até a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Mediante a conjuntura educacional e as ações no ensino voltadas para a saúde, observa-se que há, progressivamente, uma mudança de paradigmas devido à transição do ensino tradicional para o progressista nas escolas e os cursos em geral. O educando já não é mais visto como um objeto, mas sim considerado com a riqueza de suas experiências.

 JUSTIFICATIVA

Com o surgimento de novos métodos de ensino, há necessidade de se ouvir os sujeitos que usufruem o método, a fim de se criar uma forma mútua de avaliação do processo identificação de pontos relevantes positivos e negativos rumo ao aperfeiçoamento. “É por isso que, sendo múltipla troca de ações recíprocas, toda a prática interativa faz-se necessariamente social.” (BRASIL, 2003a, p.64).

“O profissional da educação depara-se continuamente com questões que devem ser problematizadas para que a atuação profissional tenha sentido e, sobretudo, para que seus alunos se beneficiem da ação educativa.” (BRASIL, 2003a, p.43).

OBJETIVOS E QUESTÕES NORTEADORAS

O estudo busca entender, a partir do ponto de vista dos estudantes, o que pensam sobre o modelo de ensino-aprendizagem progressista, visto que passam por esta fase de transição ao experimentar a metodologia nos cursos oferecidos pelo Programa de Educação Profissional na Área da Saúde (PROFAE) que não reflete a metodologia abordada na maioria dos cursos do ensino básico e médio. Com isso, surge o problema de estudo que se loca em: como o estudante recebe a mudança de paradigma em relação ao processo de ensino-aprendizagem do tradicional para o progressista?

O modelo pedagógico do ensino progressista tende a buscar no aluno seus conhecimentos e experiências a respeito de informações que serão exploradas pelo grupo, criando um senso comum de opiniões que apontam para o compartilhamento de experiências visando à construção dinâmica do conhecimento. A técnica mais utilizada é o diálogo aberto e problematizador. A partir disso, surgiram as seguintes questões norteadoras:

·   Como o estudante do PROFAE avalia, através de sua opinião, a principal técnica de ensino do modelo progressista?

·   O que mais agrada e desagrada o estudante no uso desta técnica?

Desta forma, buscou-se compreender como o estudante recebe este modelo de ensino aprendizagem através dos seguintes objetivos: conhecer a opinião dos estudantes sobre o método problematizador de ensino, avaliar o método sob o ponto de vista discente, identificar pontos positivos e negativos atribuídos ao método pelos estudantes.

ASPECTOS TEÓRICOS

A metodologia problematizadora e o modelo progressista

“Conceitos como problematização, diálogo, liberdade e conscientização são elementos-chave no ensino progressista de Paulo Freire.” (MIRANDA & BARROSO, 2004, p.634) Segundo Freire (2004, p.47), ensinar não é a simples transmissão do conhecimento em torno do objeto ou do conteúdo. Transmissão que se faz muito mais através da pura descrição do conhecimento do objeto a ser mecanicamente memorizado pelos alunos. Ensinar a aprender só é válido desse ponto de vista, repita-se, quando os educandos aprendem a prender ao aprender a razão de ser do objeto ou do conteúdo. Por isso, ensinar é um ato que envolve criação, criticidade sobre os variados aspectos da realidade. A curiosidade do professor e aluno, em ação, se encontra na base do ensinar – aprender.

Para BRASIL (2003e, p.45) o caminho da problematização na prática educativa, tal como acreditamos, parte do diálogo, busca romper a forma vertical de ensinar “deixando de anestesiar os alunos, estimulando seu poder criador e de compreensão da realidade em permanente transformação.”

Segundo BERBEL (1998, p.142) a problematização tem metodologia de ensino, de estudo e de trabalho, para ser utilizada sempre que seja oportuno, em situações em que os temas estejam relacionados com a vida em sociedade. Esta metodologia é aplicada nos cursos para a capacitação de atendentes para formarem-se auxiliares, e para auxiliares se formarem técnicos de enfermagem. Mas não pára por aí, pois observamos hoje propostas de implementação da metodologia da problematização como uma alternativa metodológica apropriada para o ensino superior. Inspirados em exemplos de experiências de mais de 30 anos, realizadas no Canadá (em MacMaster) e na Holanda (em Maastricht) principalmente, e também por recomendação das Sociedades das Escolas Médicas para países da África, Ásia e América Latina, várias escolas de Medicina no Brasil vêm buscando adotar a Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem Based Learning - PBL) em seus currículos.

BRASIL (1994) ressalta que o método foi abordado por Charles Maguerez no método do arco, o processo ensino-aprendizagem, selecionado com um determinado aspecto da realidade, deve começar levando os estudantes a observar a realidade em si, com seus próprios olhos. Ao observar a realidade, expressam suas percepções pessoais, efetuando uma primeira “leitura sincrética” ou “ingênua da realidade.”

Na segunda etapa, os alunos separam o que é verdadeiramente importante do que é superficial, identificando os pontos-chave do problema, é onde mostra a superioridade desta pedagogia em relação à pedagogia de transmissão e a de condicionamento.

Na terceira etapa, os alunos realizam a teorização do problema, ao se perguntar o porquê das coisas observadas. Recorrem a conhecimentos científicos contidos no dia-a-dia e outros de fácil comprovação. Se a teorização é bem sucedida, o aluno chega a compreender o real problema não apenas em suas manifestações empíricas ou situacionais, mas também os princípios teóricos que o explicam.

A quarta fase é a formulação de hipóteses de solução para o problema em estudo, onde o aluno usa a realidade para aprender com ela, ao mesmo tempo em que se prepara para transformá-la. E na última etapa o estudante pratica e fixa as soluções que o grupo identificou como mais viáveis e aplicáveis, aprende a generalizar o aprendido, para utilização em situações diferentes, ocorre a aplicação à realidade.  

Freire relaciona a formação profissional e a compreensão de como a sociedade funciona: “Não importa em que sociedade estejamos, em que mundo nos encontremos, não é possível formar engenheiros ou pedreiros, físicos ou enfermeiras, dentistas ou torneiros, educadores ou mecânicos [...] sem uma compreensão de como a sociedade funciona. E isto o treinamento supostamente técnico não dá.” (FREIRE, p.134, 1993)

Percebe-se que há uma necessidade de integração do ensino à comunidade e relação entre a teoria e a prática de forma a se criar, expandir e dinamizar o conhecimento. Este processo é possível, quando se dá de forma crítica e reflexiva sobre a realidade local de cada comunidade, através da metodologia problematizadora progressista implementada no ensino-aprendizagem.

TRAJETÓRIA METODOLÓGICA

O estudo embasou-se no tipo pesquisa descritiva, com método qualitativo, por meio de um estudo de caso. Com base nas palavras de RUDIO (2001, p.71), descrever é narrar o que acontece, desta forma, a pesquisa descritiva está interessada em descobrir o que acontece; conhecer o fenômeno, procurando interpretá-lo, e descrevê-lo.

O estudo de um caso, pela definição de TOBAR e YALOUR (2002, p.92-93), prende-se ao estudo de um caso específico, produto ou região. Como se visou coletar dados sobre um método restrito de ensino aplicado a um grupo de estudantes, o meio de estudo se deu través de estudo de caso.

Uma pesquisa qualitativa deve empregar a observação de primeira mão, interessar-se pelo cotidiano, situar-se num contexto de descobrimento, importar-se mais com os significados do que com a freqüência dos fatos e deve buscar o específico e o local para encontrar padrões, não estando atado ao modelo teórico conforme afirmam as referidas autoras.

Instrumento de coleta de dados

O tipo de questionário utilizado foi constituído de perguntas abertas e fechadas o qual foi aplicado durante as aulas teóricas. Segundo LEOPARDI (2001, p.208), as questões de um questionário devem obter informações sobre o problema em si a partir das variáveis existentes em seu estudo. Com isso, busca-se atender aos objetivos propostos pelo estudo.

A análise dos dados

Os dados coletados foram agrupados em categorias. “A palavra categoria, em geral, se refere a conceito que abrange elementos ou aspectos com características comuns ou que se relacionam entre si. [...] As categorias são empregadas para se estabelecer classificações.” (MINAYO org., 2001, p.70) De acordo com as características emergentes, podem-se formar grupos para que pudessem ser comentados à luz do referencial teórico selecionado que aborda o tema em questão (vide referências bibliográficas).

As categorias foram criadas a partir de depoimentos dos estudantes e algumas opiniões que puderam ser quantificadas, as quais foram dispostas em tabela para melhor visualização; entretanto, não se aprofundou a análise numérica para não descaracterizar o método, pois “esta abordagem também pode trabalhar com dados, porém o tratamento não deve envolver estatísticas avançadas.” (COSTA; COSTA, 2001, p.62)

A identificação dos estudantes por localidade foi dada pela seguinte legenda: EN = estudante de Niterói e ECM = Estudante de Cachoeiras de Macacu.

Os sujeitos da pesquisa e critérios de inclusão e exclusão

Participaram deste estudo 33 estudantes voluntários dos cursos de capacitação para atendentes (Núcleo Niterói) e auxiliares de enfermagem (Núcleo Cachoeiras de Macacu) oferecidos pelo PROFAE através da Escola Técnica Estadual Isabel dos Santos (RJ). Não houve restrições quanto à idade, sexo, religião.  Apenas foi exigido do aluno assistir exposição sobre o modelo de ensino progressista e método problematizador. No decorrer desta explanação, os sujeitos puderam indagar e compreender sobre as intenções do estudo.

A abordagem dos sujeitos

Os estudantes foram conscientizados sobre os objetivos do estudo e assinaram um consentimento livre e esclarecido concedendo permissão para o uso de suas opiniões em seminários, artigos e divulgação em meios científicos. Conduta importante, visto que “quando os achados de estudos não são colocados à disposição de outros enfermeiros, o impacto dos achados sobre a prática de enfermagem diminui.” (SMELTZER; BARE, 1994, p.11) Neste caso, a prática evidenciada limita-se ao ensino.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para que pudessem ser melhor visualizadas e compreendidas, as opiniões dos estudantes foram divididas de acordo com os locais onde foram realizadas as coletas de dados; isto, para que pudesse ser realizada posteriormente uma comparação. Vide a tabela 1 a seguir:

Tabela 1: Comparativo de opiniões sobre a metodologia problematizadora e avaliação

NÚCLEO NITERÓI

NÚCLEO CACHOEIRAS DE MACACU

Na pergunta fechada para emissão de opinião avaliando o diálogo problematizador como metodologia de ensino-aprendizagem, constatou-se que:

18% consideraram ótimo

50% consideraram ótimo

21% consideraram muito bom

38% consideraram muito bom

58% consideraram o método bom

12% consideraram bom

03% consideraram ruim

-------------------------------------------

Na questão aberta, que pedia para dissertar emitindo opinião sobre a metodologia problematizadora, puderam ser identificados dois grandes grupos de opiniões:

68% acham que a metodologia apresenta problemas e/ ou falhas

07% acham que a metodologia apresenta problemas e/ ou falhas

32% acham que não há qualquer problema com o método

93 % acham que não há qualquer problema com o método

 

Interessante notar que a aceitação da metodologia pela região interiorana é bem maior do que da área urbana de Niterói. A posição dos estudantes da região metropolitana em relação à metodologia caracteriza desconfiança, enquanto da região mais afastada denota aceitação e satisfação.

Das opiniões que consideravam problemas e / ou falhas no método, os trechos mais significativos se encontram, a seguir, agrupados por características emergentes por meio da questão: Em sua opinião existe alguma falha neste método? Se sim. Qual?

A comunicação e a transição do tradicional para o progressista

Só ficam olhando o problema ... enfatizam-se muito os erros, como muitos alunos fazem. Na maioria das vezes, os alunos tentam levar o assunto para outro lado... (EN1)

Os mais tímidos tendem a ser prejudicados.(EN2)

[...] porque, muitas vezes, determinados alunos que são tímidos não se entrosam com a turma e acabam não aprendendo.(ECM1)

O ensino deveria ser mais técnico que possa nos aproximar do mercado de trabalho.(EN3)

Pessoas que não sabem nada sobre o assunto querem opinar e opinam errado e há dispersão sobre o assunto. (EN4)

O falatório, pois às vezes todos querem opinar ao mesmo tempo.(ECM1)

Os problemas de comunicação, convivência e timidez demonstram que o individualismo do ensino tradicional deixou sua marca, já que para estes estudantes, em sua totalidade, era a primeira vez que entravam em contato com uma nova metodologia pedagógica. Este processo se corrobora na medida em que expressam uma necessidade de um “fazer” como prova real de que sabe um conteúdo. Contudo, a reflexão e discussão para se chegar a um consenso crítico para a ação, algumas vezes, não são aceito com louvor pelos alunos na prática pedagógica. “A melhor preparação para a vida, para cidadania ativa e para o direito ao trabalho moderno é uma educação básica que tenha como referência todas as dimensões da vida humana, e não o pragmatismo imediatista do mercado de trabalho.” (BRASIL, 2003c, p.71)

Na sociedade, de modo geral, ainda persiste a representação da educação bancária, gradativamente, vai se criando uma nova imagem do ensino, menos como um “fornecer” e mais como um “trocar”. “Depositar conteúdos não geram cidadãos críticos-reflexivos.” (BRASIL, 2003c, p.71)

A avaliação

O diálogo é bom. Mas será que só com ele vai se saber se o aluno está apto para as suas funções? (EN5)

Tem que passar mais trabalhos, ter um sistema de avaliação para incentivar mais o estudo [...]. (EN6)

Acho que o método é bom para quem tem alguma bagagem anterior, no caso de alguns alunos fica difícil. A falta de pesquisa e trabalhos me faz falta, pois assim gravo com mais facilidade. (EN7)

[...] acho que deveria ter mais pesquisas e trabalhos escritos para avaliar. (EN8)

Para mim a falha é na verificação do aluno, será que o aluno aprendeu mesmo e estará apto? (EN9)

Preciso de trabalho escrito para me incentivar mais. (EN2)

Acho que tem que ter avaliação prática. (EN10)

Gostaria que tivesse perguntas e respostas [...] ex: questionário sobre assunto de cada aula. Gostaria de ser avaliada e saber minha nota. (EN11)

As opiniões sobre a avaliação denotam que, ainda, há um estigma sobre o ensino tradicional liberal e bancário nos estudantes que, em sua maioria, vêem na avaliação contínua uma ameaça, e recebem ausência de avaliações escritas como um problema e não como um progresso já que, “a avaliação tem sua razão de ser como um processo de sustentação do bom desempenho do aluno. Se este não aprender bem, ou seja, com qualidade formal e política, nada feito! Daí depreende-se que a avaliação há de ser um processo permanente e diário não uma intervenção ocasional, extemporânea, intempestiva, ameaçadora” (DEMO, 1996, p.41).

A busca de recompensas do método tradicional de ensino, onde o professor elogia o estudante individualmente, valoriza os pontos conseguidos em testes não produz um estudante crítico-reflexivo sobre sua prática e realidade, mas sim, o condiciona a guardar seus conhecimentos já que não há uma interação dinâmica entre a convivência em grupo visando compartilhar conhecimentos para reflexão-ação.

Das opiniões que consideravam o método sem qualquer problema ou falha, os trechos mais significativos se encontram, a seguir:

A aprendizagem e troca de experiências

Ninguém pode reclamar, ninguém sai da sala sem aprender nada. (EN10)

É bom porque assim conhecemos melhor os colegas de classe. (ECM11)

Pessoas que possuem mais experiência podem passar para os que têm menos. (EN8)

[...] sempre aprendemos com as experiências que compartilhamos com o próximo. (ECM4)

[...] trocamos idéias diferentes, debatemos até chegar a uma conclusão. (ECM5)

Na prática se consegue explanar com clareza as dificuldades. (EN5)

Eu gosto, pois quando algum aluno não entende, pergunta. (EN11)

O olhar para as dificuldades do aluno de acordo com o que foi ensinado. (EN2)

Na minha opinião, este método é muito bom, pois todos aprendemos de uma maneira mais dinâmica. (ECM1)

Tais afirmativas permitem ao educador avaliar sua ação, enquanto docente no uso do método problematizador, pois a “avaliação é a reflexão transformada em ação. Ação esta que nos impulsiona às novas reflexões. Reflexão permanente do educador sobre sua realidade e acompanhamento, passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento. Um processo interativo, através do qual educando e educadores aprendem sobre si mesmos e sobre a realidade escolar.” (HOFFMAN, 1995, p18)

Analisar e refletir sobre a realidade são objetivos da metodologia problematizadora, principalmente para intervir em sua realidade, seja escolar, do local de trabalho ou até mesmo no convívio social. “Ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra.” (FREIRE, 2004, p.77) A troca de experiências além de dinamizar o ensino o torna rico.

A interatividade da classe e avaliação

A comunicação. (EN3)

O trabalho de equipe, a união o entendimento entre as pessoas. (EN10)

A interação entre alunos e professores a troca de experiência e conhecimento através de cada caso. (EN9)

Gosto pelo fato de que provas escritas centralizam a “decoreba” e tudo no método já nos avalia. (EN6)

Segundo FREIRE (2004, p.77) “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção,” este processo se dá dinamicamente com a problematização dos temas abordados em aula. Uma interatividade discente-discente e docente-discentes galgados em uma retro-alimentação de informações de caráter crítico e construtivista do saber que é dinâmico. Este processo está intimamente atrelado à comunicação.

Para HOFFMAN (2001, p.135), avaliar é essencialmente problematizar, não com a intenção de resolver problemas, de chegar a resultados, mas com a intenção de provocar o pensar, a curiosidade, a formulação e a reformulação de diferentes hipóteses por alunos diferentes.

Perscrutou-se sobre algum incômodo durante o uso do método. Esta observação foi possível por meio da seguinte questão: Algo te incomoda no uso desta técnica? Caso sim. O que seria?

Ao indagar o aluno sobre o que possivelmente o incomoda no uso da técnica, as principais afirmações foram agrupadas nas categorias a seguir:

A dispersão e falta de atenção

Conversas paralelas [...]. (EN2)

Quando um colega interrompe outro colega e algumas pessoas não conseguem falar. (ECM3)

A falta de atenção de alguns [...]. (EN8)

Perguntas que não tem nada a ver com o assunto [...]. (EN12)

As pessoas dispersam muito e saem do assunto central. (EN9)

[...] muito falatório [...] atrapalha a gente a se concentrar na aula. (ECM8)

Como na problematização se lida com diferentes opiniões e formas de ver o mundo e receber informações, algumas vezes, as discussões fogem ao controle ou dispersam como os próprios estudantes reconhecem. Isto se dá devido ao fato de cada ser humano ter uma vivência diferente, assim como as visões dos fenômenos discutidos, pois a aula se dá de forma interativa e “a sala de aula interativa é um local onde se constrói territórios a serem explorados pelos alunos e disponibiliza co-autoria e múltiplas conexões, permitindo que o aluno também faça por si mesmo.” (BRASIL, 2003b, p.23)

Afinal, a liberdade dada aos alunos segue parâmetros do professor, cabe a ele o controle da discussão como mediador. A escola sempre foi caracterizada pelo falar e ditar do mestre, com a mudança ¾ e por se sentirem participantes ativos do processo de ensino ¾ os estudantes tendem a se exaltar e ”na comunicação interativa há uma crescente autonomia e busca onde cada indivíduo faz por si mesmo.” (BRASIL, 2003b, p.23)

A dificuldade do trabalho em grupo

[...] quando há estímulo à leitura e só uma pessoa se interessa. (EN7)

[...] Formar grupos para discussão e aulas em círculo. (EN3)

A timidez. (EN2)

Separação em grupos pequenos para pesquisas [...]. (EN9)

Alguns colegas, às vezes, [...] não tiram proveito deixa só os colegas se interarem e outros ficam a parte. (ECM9)

As afirmações, em sua maioria, denotam a dificuldade de relacionamento em grupo. “A problematização, através da qual se busca substituir uma primeira visão mágica, por uma crítica, partindo para a transformação do conteúdo vivido.” (BRASIL, 2003d, p.41) Com isso, cria-se um verdadeiro desafio para os estudantes que não conseguem dinamizar e articular os pensamentos em grupo, sendo um impasse a ser vencido pelo estudante e pelo professor em conjunto. Em contrapartida, há a reclamação dos entrosados e participativos. Esta deve ser evitada para não gerar mais timidez e separações.

É importante atuar em grupo na enfermagem, durante os treinamentos em grupos de estudo, e até mesmo no trabalho diário profissional assistencial. Por se relacionar com a clientela externa e interna hospitalar todos devem saber lidar com as relações interpessoais e suas emoções.

 Às vezes, pessoas interessadas podem não contribuir muito para uma aula problematizadora, isso ocorre por vezes, devido à própria receptividade e sentimentos sobre o tema, pois “a emoção também define a relação que o aluno estabelece com as disciplinas e áreas de estudo. Quando é positiva, o rendimento tende a ser melhor, mesmo com menor empenho. Além da disso, a emoção tem um forte poder de expressividade e comunicação.” (BRASIL, 2003c, p.68)

“O heterogêneo consagra formas de convivência, interações sociais, valores, saberes, costumes, que são decorrentes de práticas e significados construídos historicamente.” (TURA, 1999, p.102)

Buscou-se do estudante fatores no uso da técnica em sala de aula que o agradasse.

Questão: Algo te agrada no uso da técnica? Se sim. O que seria? As principais afirmações foram agrupadas nas seguintes categorias:

Aprendizagem e avaliação

Sempre se aprende algo novo nas aulas. (EN14)

As dúvidas são sanadas na hora. (EN18)

O fato de não haver provas, mas deveria. (EN11)

[...] as dúvidas que tiramos uns com os outros. (ECM10)

A pedagogia progressista de Paulo Freire indica que para haver desenvolvimento tem de haver participação, conscientemente crítica rumo às transformações do cotidiano das descobertas. Aqui se encontra o ponto diferencial das propostas liberais/ tradicionais. “A essência do pensamento liberal é compatível com as desigualdades sociais, daí uma pedagogia que valoriza o desenvolvimento individual do aluno não ser preconizada pela educação.” (BRASIL, 2003d, p.39)

Constata-se através das falas que os discentes percebem a diferença e eficácia no uso da metodologia, devido à fixação de conteúdos e liberdade. Nesta última, uma das características defendidas pelo ensino progressista e manifestadas no diálogo problematizador e na avaliação contínua esta última, muitas vezes, é recebida com desconfiança pelos estudantes.

O uso do diálogo na troca de experiências

Algumas pessoas mais tímidas conseguem se soltar [...]. (EN19)

A liberdade de alguns alunos em expor suas idéias. (EN15)

O poder aprender com outras experiências diferentes. (ECM4)

Através dos debates conhecemos melhor os colegas. [...] (EN6)

Podemos ouvir histórias e opiniões diferentes. (ECM1)

“O caminho da ação educativa, tal como acreditamos, parte do diálogo, busca romper a forma vertical de ensinar, deixando de anestesiar os alunos, estimulando seu poder criador e de compreensão da realidade, em permanente transformação.” (BRASIL, 2003d, p.45)

Uma das principais ferramentas da metodologia problematizadora é o diálogo, pois é “pelo diálogo verdadeiro, expresso na relação entre quem educa e quem é educado, a essência das situações desafiadoras, de forma a superar a primeira visão, ingênua, por uma visão crítica, sacudindo certezas e transformando o contexto vivido pelos alunos.” (BRASIL, 2003d, p.46)

Interação docente e discente

Conseguimos junto ao professor aprofundar no nosso aprendizado. (EN3)

A integração dos alunos e professores [...]. (EN10)

A diferença do ensino e tratamento dos professores para com os alunos [...]. (EN8)

As explicações dos professores após as leituras [...]. (EN5)

O jeito que os professores explicam e interpretam cada causa. (ECM2)

Como cada aluno possui sua bagagem cultural, forma de ver o mundo e apreender o conhecimento faz-se por necessário atender a sua individualidade sem o excluir do grupo. Para BRASIL (2003c, p.81) “o professor é o agente mediador, desafiando seus alunos e ajudando-os a resolver desafios, realizando atividades de grupo, onde aqueles que estiverem mais adiante poderão cooperar com os demais.”.

“As pessoas ao mesmo tempo em que são fundamentalmente iguais são profundamente diferentes. Todos os sujeitos têm direitos humanos universais reconhecidos e também características naturais. Quanto a isso tentar diferenciá-los é discriminar. Ao mesmo tempo são diferentes porque possuem graus distintos de características físicas e psicológicas.” (BRASIL, 2003d, p.51)

Um bom professor deve ter compromisso em ensinar, motiva os alunos, comunica-se com competência no nível dos alunos conforme afirma BRASIL (2003f, p.51). PENNA-FIRME et al (1998, p.33) afirmam que estudos sobre a excelência do professor têm apontado que este deve “dar oportunidade de aprender e melhorar o incentivo de aprende [...] encorajar o pensamento inteligente e independente do aluno e motivarem os alunos para fazer o melhor possível.”

Foi indagado aos estudantes, se nesta metodologia de aula, aprende-se mais. Esta questão complementa a um dos objetivos do estudo que busca do estudante a sua avaliação do método problematizador em relação ao ensino tradicional.

Questão: Em sua opinião, através do método problematizador você aprende mais do que pelo estilo tradicional?

Os resultados obtidos, apesar da pergunta aberta, puderam ser classificados em grupos devido às respostas terem sido sucintas e objetivas. Observe a tabela 2:

 Tabela 2: Opinião sobre a eficácia da metodologia problematizadora no ensino  

Pergunta aberta: Nesta metodologia de ensino você considera que aprende mais?

NÚCLEO NITERÓI

NÚCLEO CACHOEIRAS DE MACACU

61% afirmaram que sim;

72% afirmam que sim;

22% afirmaram que não;

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17% afirmaram mais ou menos.

28% afirmam que depende da turma.

 

Aqui, se corroboram as opiniões sobre os conceitos dados inicialmente, pelos discentes, o que comprova pela opinião expressa diretamente a eficácia do método, visto que admitem aprenderem mais nesta modalidade metodológica do que a tradicional.

Um dos passos para que seja plena a metodologia problematizadora seria “usar do conhecimento e da técnica para vencer desafios, e não para padronizar rotinas e condutas, desafiando o aluno a participar intensamente nessa busca, evitando separar o pensar do fazer.” (BRASIL, 2003d, p.46) Desta forma, há uma construção do conhecimento e uma percepção do discente sobre sua participação relevante no ensino.

CONCLUSÃO

“Embora se admita que a família seja o ambiente primordial de educação e desenvolvimento, a escola transforma-se logo em um importante espaço de socialização.” (BRASIL, 2003c, p.61) Tais fatores se confirmam, pois os participantes da pesquisa tiveram contato no ensino básico e/ ou médio com as bases tradicionalistas e agora experimentam a dinâmica e diálogo aberto na construção de seu conhecimento através da dinâmica em grupo e problematizadora.

Apesar de ter boa receptividade, a metodologia problematizadora não é bem vista por todos os discentes, principalmente, por encontrarem parâmetros diferenciados de avaliação e de participação em sala de aula. Indicam como deficiência da metodologia a falta de avaliações escritas e questionam a credibilidade da aprendizagem somente através do diálogo problematizador. Em contrapartida, há uma valorização da troca de experiências em sala de aula, atuação e acompanhamento dos professores e esclarecimento das dúvidas em conjunto.

Tais conclusões surgem, provavelmente, devido ao contato dos estudantes, em grande fase de sua educação, “com uma cultura geral humanística, enciclopédica, visando à plena realização pessoal e ao desenvolvimento das aptidões individuais do aluno” como afirma BRASIL (2003e, p.37). Percebe-se que o ensino progressista e sua ferramenta problematizadora serão bem aceitos quando houver um esforço mútuo entre discentes e docentes no entendimento e construção das etapas de um modelo político-pedagógico transparente e libertador.

Cabe, neste momento de transição, uma conscientização por parte do estudante de que ele é um sujeito crítico-reflexivo e atuante na sua aprendizagem. Sendo um processo essencial a capacidade de formulação de problemas, identificação de desafios, e busca de alternativas. Tal processo visa romper as amarras com o ensino tradicionalista, liberal e bancário.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. 3 Educação/ Conhecimento/ Ação. Brasília: Ministério da Saúde, 2003c.

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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. 6 Proposta pedagógica: as bases da ação. Brasília: Ministério da Saúde, 2003e.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. 8 Proposta pedagógica: avaliando a ação. Brasília: Ministério da Saúde, 2003f.

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BERBEL, N.N. A problematização e a aprendizagem baseada em problemas: diferentes termos ou diferentes caminhos? Interface-Comunicação, Saúde, Educação, 1998-fevereiro; 2(2): 139-154.

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APÊNDICE

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação

Departamento de Gestão da Educação na Saúde

Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem

Formação Pedagógica em Educação Profissional na Área da Saúde: Enfermagem

Escola Nacional de Saúde Pública /Fundação Oswaldo Cruz

Núcleo Regional UFF

 

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Jorge Luiz Lima da Silva e Débora Lopes de Assis (especilizandos)

Angelina Cupollilo Gentile (tutora)

 

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda:

 

 

O modelo pedagógico de ensino-aprendizagem progressista tende a buscar no aluno seus conhecimentos e experiências a respeitos de informações que serão exploradas pelo grupo criando um senso comum de opiniões que apontam para o compartilhamento de experiências. A metodologia de ensino-aprendizagem mais utilizada é o diálogo aberto e problematizador.

 

Como você avalia o diálogo aberto problematizador como técnica de ensino-aprendizagem?

 

[     ]Ótimo    [     ]Muito bom   [     ]Bom                  [     ]Regular            [     ]Ruim                 [     ]Péssimo

 

Qual é a sua opinião sobre este método de ensino?

 

(4 linhas)______________________________________________________________________

 

 

Em sua opinião existe alguma falha neste método? Se sim. Qual?

(4 linhas)______________________________________________________________________

 

 

Algo te incomoda no uso desta técnica? Caso sim. O que seria?

(4 linhas)______________________________________________________________________

 

Algo te agrada no uso da técnica? Se sim. O que seria?

(4 linhas)______________________________________________________________________

 

 

Em sua opinião, através do método problematizador você aprende mais do que pelo estilo tradicional?

(4 linhas)______________________________________________________________________

 

 

1Enfermeiro. Mestrando em Enfermagem (UNIRIO). Especialista em Formação Pedagógica em Educação Profissional na Área da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública / ENSP-FIOCRUZ. Pós-graduando em Ativação de Mudança para o Ensino Superior para Área da Saúde. Escola Nacional de Saúde Pública/ Ministério da Saúde / ENSP-FIOCRUZ. Professor da disciplina Semiologia e Semiotécnica do Curso de Graduação e Licenciatura da UFF. Professor Colaborador do Curso de Especialização em Enfermagem e Promoção da Saúde/ UFF. R. Henrique Lage, 172- Fonseca / Niterói-RJ. 24130470. jorgeluizlima@vm.uff.br.

2Enfermeira. Pós-graduada em Educação Pedagógica para área da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública/ Fundação Oswaldo Cruz. Especialista em Promoção da Saúde com ênfase em PSF/ UFF. Professora da Escola Técnica Estadual Isabel dos Santos.

3Enfermeira. Mestre em Educação/ Univ.Salgado de Oliveira. Tutora PROFAE - Núcleo regional UFF. Professora do Departamento de Enfermagem Médico-cirúrgica da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense.

 

Texto recebido em 14/04/2005.

Publicação aceita em: 29/04/2005