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Rev. Eletr. Enf. [Internet] 2008;10(1):xxx-xxx. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/v10n3aXX.htm
 

Análise da produção científica sobre documentações fotográficas de feridas em enfermagem

 

Analysis of scientific literature on photographic documentation of wounds in nursing

 

Análisis de la producción científica de la documentación fotográfica de las lesiones en la enfermería

 

 

Nivia Giacomini Fontoura FariaI, Heloisa Helena Ciqueto PeresII

I Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da USP (EE/USP). E-mail: nivgiacomini2007@yahoo.com.br.

II Doutora em Enfermagem; Docente do Departamento de Orientação Profissional da EE/USP. E-mail: hhcperes@usp.br.

 

 


RESUMO

Fotografia de feridas foi incorporada às práticas de saúde como instrumento para auxiliar profissionais na observação, evolução e registro claro e preciso das lesões e tecidos adjacentes. Este estudo objetivou identificar produções científicas, nacionais e internacionais, sobre documentação fotográfica de feridas em enfermagem, publicadas no período de 1996 a 2007. Foram encontrados 124 artigos publicados, referente ao tema nos seguintes bancos de dados: MedLine 80 (64,5%), OVID 43 (34,6%) e LILACS 1 (0,8%). Após leitura dos artigos fizeram parte deste estudo 43 (34,7%) publicações. Destes artigos analisados, os países que apresentaram publicações, foram: Estados Unidos 18 (41,8%), Reino Unido 16 (37,2%), Austrália 6 (13,9%) e países como Canadá, Holanda e Brasil apresentaram respectivamente 1 (2,3%) artigo cada. Foram estabelecidas quatro categorias referentes às abordagens dos artigos: aplicação prática da fotografia de feridas 25 (58,1%), aplicação de fotografia em programas de computador 7 (16,2%); recomendações técnicas para fotografar feridas 6 (13,9%) e avaliação da prática de fotografar feridas 5 (11,6%). Os artigos analisados mostraram que a prática de fotografar feridas fornece subsídios para a tomada de decisão dos profissionais de enfermagem, minimizando o tempo e os custos de tratamento, bem como o sofrimento do paciente.

Descritores: Fotografia; Enfermagem; Cicatrização de feridas.


ABSTRACT

The photograph of wounds was incorporated into health care practices to assist professionals in observation, evolution and clear/ accurate record of injury and adjacent tissue. This study aimed to identify scientific productions, national and international, on a photographic documentation of wounds in nursing, published from 1996 to 2007. In this paper were found 124 published articles concerning the issue in the following databases: MEDLINE 80 (64,5%), OVID 43 (34.6%) and LILACS 1 (0.8%). After careful reading of this articles were chosen 43 (34.7%) publications. These articles reviewed, the countries that presented publications on this issue were: the United States 18 (41.8%), United Kingdom 16 (37.2%), Australia 6 (13.9%) and countries like Canada, Holland and Brazil had 1 (2.3%) respectively. Have been established four categories: practical application of the photograph of wounds 25 (58.1%), application of photography in programs for computer 7 (16.2%); technical recommendations to photograph wounds 6 (13.9%), and evaluation of the practice to photograph wounds 5 (11.6%). The examined showed articles that the practice to photograph wounds provides subsidies for a decision of the professionals in nursing and aiming to minimize the time and cost for treatment of wounds and the patient's suffering.

Descriptors: Photography; Nursing; Wound healing.


RESUMEN

Fotograbar heridas se incorporó a las prácticas de cuidado de la salud como una herramienta para ayudar a los profesionales la observación, evolución y registro claro y preciso de las lesiones y de los tejidos adyacentes. Ese estudio tuvo como objetivo identificar las producciones científicas, nacionales e internacionales, acerca de documentación fotográfica de las heridas en la enfermería, publicado en el período de 1996 a 2007. Ellos se encontraron 124 artículos publicados en relación con la cuestión en las siguientes bases de datos: MEDLINE 80 (64,5%), OVID 43 (34,6%) y LILACS 1 (0,8%). Después de una cuidadosa lectura de los artículos que forman parte de este estudio, sólo 43 (34,7%) publicaciones. De estos artículos revisados, los países que presentan las publicaciones fueron: los Estados Unidos 18 (41,8%), Reino Unido, 16 (37,2%), Australia 6 (13,9%) y de países como Canadá, Holanda y Brasil han respectivamente 1 (2,3%) cada uno de los artículos. Ellos se establecieron cuatro categorías: aplicación práctica de fotografía de heridas 25 (58,1%), la aplicación de fotografía en los programas de ordenador 7 (16,2%); Recomendaciones técnicas de fotografía heridas 6 (13,9%), y la evaluación de la práctica de hacer fotografías de heridas 5 (11,6%). Los artículos examinados mostraron que la práctica de hacer fotografías de heridas proporciona subsidios para una decisión de los profesionales de enfermería y reduciendo al mínimo el tiempo del tratamiento e costos, sí como el sufrimiento del paciente.

Descriptores: Fotografía; Enfermería; Cicatrización de heridas.


 

 

INTRODUÇÃO

Com o advento da fotografia, o homem encontrou uma forma perfeita e prática de registrar visualmente diversas manifestações. A preocupação em adicionar imagens ao que é descrito, no âmbito da saúde iniciou com a utilização desta tecnologia, para a busca de evidências clínicas no processo de trabalho(1).

A fotografia foi incorporada às práticas médicas e científicas como um instrumento de observação, tendo início na segunda metade do século XIX na França e na Inglaterra. As primeiras utilizações ocorreram em pacientes com doenças mentais de hospitais e asilos. Acreditava-se que a imagem fotográfica poderia mostrar por meio da fisionomia dos doentes, detalhes de sintomas físicos e neurológicos que não eram observados a olho nu(2).

Com o uso da fotografia nas áreas médicas, em 1878, foi criado o serviço fotográfico do Sapêtrière, em Paris, por Jean Martin Charcot. Em 1893 foi publicada a obra La photografie médicale, que trazia registros fotográficos de autópsias, acompanhamento da evolução das doenças e dos tratamentos utilizados na época(2).

No Brasil, nas décadas de 1930 e 1940, observa-se a utilização das imagens fotográficas na área da saúde a partir dos estudos epidemiológicos, das pesquisas e das práticas desenvolvidas no laboratório da Fundação Rockefeller para produção da vacina antiamarílica. Existe cerca de quinze mil registros fotográficos sobre as atividades voltadas para o combate à febre amarela e malária em diversos estados brasileiros, produzidos por médicos e cientistas, arquivados sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz(3).

As fotografias deste acervo trazem uma apresentação peculiar muito importante, sendo que é possível observar uma sistematização dos trabalhos desenvolvidos naquela época, tanto no ato de tirar fotografias quanto de seu processamento e registro(3).

Com o decorrer do tempo, por meio do aperfeiçoamento das máquinas e filmes fotográficos houve uma popularização da fotografia, sendo que as câmaras fotográficas se tornaram mais acessíveis e as revelações se automatizaram, possibilitando facilidade de impressão e de armazenamento de imagens, baixo custo, praticidade e, consequentemente, difusão do uso da fotografia digital no mundo e na área da saúde(4).

A fotografia digital tem sido usada em várias áreas da saúde como odontologia, medicina e enfermagem entre outras, destacando-se, principalmente, a aplicação no ensino e na pesquisa em dermatologia, colaborando para a divulgação de tratamento e prevenção de doenças e de lesões da pele(4).

Na enfermagem a fotografia digital vem sendo utilizada pelas enfermeiras nos centros especializados de tratamento de feridas em diversos países como Austrália, Estados Unidos e Canadá. Encontram-se artigos de enfermagem abordando o uso da fotografia como ferramenta de apoio ao tratamento de feridas crônicas, úlcera por pressão e em tratamento feridas em pacientes diabéticos. As pesquisas abordam à importância do conhecimento técnico em fotografar feridas e da escolha de equipamentos adequados para obter resultado preciso e eficaz da imagem(5).

Para enfermeiras de um centro hospitalar de Washington, a prática de fotografar ferida vem acompanhada da inovação de incorporar as imagens em sistemas de informações computadorizados, ou seja, no prontuário eletrônico do paciente. As fotografias digitais das condições clínicas dos pacientes são armazenadas visando o acompanhamento, evolução da ferida, bem como a avaliação das intervenções propostas para o tratamento e recuperação do paciente(6).

Autores apontam que a técnica de fotografar feridas contribui para documentar o estado da ferida antes e depois de uma técnica de debridamento, assegurando a descrição clara e precisa das lesões e dos tecidos ao redor. A fotografia digital em feridas, também foi utilizada, no processo de capacitação de enfermeiras, visando avaliar o conhecimento das mesmas sobre a classificação das úlceras por pressão, baseando-se nas escalas existentes para esta finalidade de avaliação(7-9).

Estudo desenvolvido numa unidade hospitalar de queimados no Reino Unido avaliou a utilidade da fotografia digital segundo a opinião da equipe de saúde envolvida nos cuidados destes pacientes. Os resultados do estudo mostram que, dos 43 profissionais pesquisados: 98% concordam que a fotografia tem utilidade, principalmente, para o ensino, 72% auxilia no monitoramento dos cuidados propostos para a lesão e 88% e consideram que todos os pacientes deveriam ser fotografados no futuro. Cabe ressaltar que 9% discordaram que as fotografias são eficazes para a avaliação das lesões de queimados devido à dificuldade em avaliar a profundidade da lesão(7)

O uso da imagem digital foi, também, descrito pelos profissionais de uma equipe de resgate, para o atendimento as vítimas, fotografando a cena do acidente e das lesões. Estes profissionais apontam que a fotografia auxilia na determinação do mecanismo e a severidade do ferimento, fornecendo informações para uma rápida intervenção(8).

Em home care, estudo relata um programa piloto de treinamento para enfermeiras, a partir de uma proposta de teleassistência de enfermagem para o cuidado de feridas utilizando a imagem digital. As fotografias são transmitidas on–line para a central do gerenciamento do home care, para serem avaliadas por enfermeiras especialistas em feridas, que elaboram um plano de cuidados específicos para o paciente. Neste processo de trabalho as enfermeiras, descrevem e fotografam as feridas após o consentimento livre esclarecido do paciente(9).

Os resultados desse estudo mostraram que houve diminuição dos custos com o tratamento da ferida, diminuição das visitas das enfermeiras especialistas em feridas nas residências dos pacientes, bem como a otimização do tempo de cuidado, sendo possível à enfermeira avaliar vários pacientes ao dia(9).

No contexto brasileiro, estudo sobre o registro fotográfico dos curativos realizados por alunos de um Curso de Graduação de Enfermagem de uma Universidade Pública do Rio de Janeiro, aponta como contribuições dessa prática: o acompanhamento da evolução das lesões cutâneas de cicatrização por segunda intenção e a caracterização das fases do processo de cicatrização, bem como a promoção da educação em saúde, do autocuidado e da prevenção(10).

Apesar de toda evolução tecnológica e acessibilidade à máquina fotográfica, percebe-se que aplicação da fotografia no campo da saúde, especificamente, na área de enfermagem, necessita de estudos sobre a utilização e a avaliação de técnicas apropriadas para fotografar uma ferida. A sistematização do processo fotográfico é necessária para que possa auxiliar as enfermeiras na prática de utilizar as imagens digitais no cuidados de pacientes portadores de feridas.

As questões técnicas de fotografia como a iluminação, a distância e o posicionamento adequado do paciente são pontos fundamentais para a captação da imagem fotográfica. Outro aspecto importante, nesta prática é o consentimento dos pacientes, assegurando os aspectos éticos e legais.

Frente aos avanços tecnológicos, a fotografia digital aplicada no contexto dos cuidados de feridas em enfermagem, pode ser considerada uma ferramenta importante nos processos de aprendizagem, de pesquisa e de cuidado, ampliando o conhecimento científico e beneficiando os pacientes portadores de feridas.

Com base no exposto este artigo teve como objetivo identificar as produções científicas, nacionais e internacionais, sobre documentação fotográfica de feridas em enfermagem, publicadas no período de 1996 a  2007.

 

METODOLOGIA

Este estudo bibliométrico foi baseado na identificação de periódicos sobre fotografia de feridas em enfermagem indexados em bancos de dados para pesquisas on-line.

Estudo bibliométrico é definido como um estudo baseado na análise estatística aplicada aos livros, artigos, periódicos e outros tipos de publicações e divulgações, exprimindo seus dados pela forma precisa do número consistindo, portanto na quantificação científica(11).

Os bancos de dados consultados nessa pesquisa foram: MEDLINE, LILACS e OVID, nos idiomas inglês, português e espanhol, das seguintes palavras chave: fotografia, enfermagem e feridas.

O banco de dados MEDLINE (Medical literature Analysis ans Retrietal System On- Line) é uma base de dados de literatura internacional, produzida pela National Library of Medicine – NLM, que reúne referências bibliográficas e resumos de mais de 3700 revistas biomédicas publicadas nos Estados Unidos e de mais setenta países. A atualização da base de dados é mensal sendo divididas em fases por anos de publicação.

O banco de dados LILACS (Literatura Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde), é uma base de dados cooperativa do Sistema BIREME que compreende a literatura relativa às Ciências da Saúde, publicada nos países da Região.

Na base de dados OVID, estão disponíveis periódicos de diversas editoras científicas com ênfase nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde. Inclui a coleção completa das publicações da American Psychological Association (APA).

Para a coleta de dados foi elaborada uma ficha de catalogação, visando à organização dos artigos, que abordava itens como: banco de dados, palavra-chave, autor, título, ano de publicação, país de publicação e resumo.

Após o levantamento dos artigos nos banco de dados, confrontou-se os títulos dos mesmos para excluir os trabalhos repetidos e procedeu-se a categorização dos temas recorrentes, por meio da leitura minuciosa.

As categorias emergentes dos artigos foram agrupadas por afinidades e aproximações referentes ao enfoque da temática do estudo, sendo possível estabelecer as seguintes categorias: Aplicação prática da fotografia de feridas, Utilização de fotografia em programas de computador, Recomendações técnicas para fotografar ferida e Avaliação da prática de fotografar feridas.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados foram apresentados em forma de gráficos e tabelas para ilustração dos dados.

Na identificação de periódicos sobre fotografia de feridas em enfermagem foram obtidas 124 (100%) publicações nas bases de dados pesquisados como mostra a Tabela 1. A base de dados MEDLINE contemplou o maior números de artigos referentes ao assunto de fotografia de feridas em enfermagem com 80 (64,5%) publicações, seguida da base de dados OVID com 43 (34,6%) publicações. O banco de dados LILACS apresentou, apenas, uma publicação (0,8%).

tabela1

Nesta fase os resumos dos artigos foram lidos e identificados àqueles relacionados, especificamente, à enfermagem. Assim, após o término das buscas foi constatado que as mesmas produções científicas apareceram em mais de uma base do banco de dados, portanto houve a necessidade de catalogar em somente uma base de dados, além dos artigos que foram excluídos por terem sido desenvolvidos por outros profissionais da saúde. Do total dos artigos que foram encontrados nas bases de dados pesquisadas dos 124 (100%) artigos, foram catalogados 43 (34,6%) artigos para este estudo. Conforme mostra a Quadro 1.

quadro1

Como pode ser observado na Tabela 2, dos 43 (100%) artigos sobre fotografia de feridas encontradas na base de dados OVID, foram selecionados para este estudo 13 (30,2%) artigos relacionados, especificamente, com enfermagem.

tabela2

No banco de dados MEDLINE, como demonstra a Tabela 3, foram encontradas 80 artigos e 38 (47,5%) fizeram parte deste trabalho por tratarem especificamente da temática de fotografias de feridas em enfermagem. Dos artigos selecionados, 11 (28,94%) foram encontrados em outra base de dados, sendo catalogá-los somente uma vez para análise.

tabela3

Observa-se nas tabelas que, no ano 2000 ocorreu o maior número 8 (21%) de publicações na enfermagem e que nos anos posteriores houve diminuição para patamares anteriores aos da década de 90. Esses dados mostram que na enfermagem não há uma tendência de aumento gradativo dos artigos com o advento da fotografia digital.

As aplicações da fotografia digital em documentação de feridas realizadas pelos enfermeiros evidenciam o uso desta tecnologia em instituições de saúde, bem como em home care e centros especializados em tratamento de feridas, implementando o uso em tele saúde. A teleassistência em enfermagem, com a aplicação da fotografia digital na assistência possibilita diminuir as barreiras das distâncias e do tempo, favorecendo o registro de informações precisas aos enfermeiros, bem como melhorando a condição para a análise das causas, classificação e prognóstico das feridas(9).

Autores afirmam, ainda, que a inserção de tecnologias nas instituições de saúde é relevante, para impulsionar os enfermeiros a utilizarem o registro digital das lesões, contribuindo para clareza e objetividade das informações sobre os aspectos das feridas e para a evolução do tratamento das mesmas(5).

Na base de dados LILACS foi encontrado um artigo, sendo o único trabalho publicado pela enfermagem referente a esta temática no Brasil, no ano de 1996.

Cabe ressaltar, ainda, a importância dos aspectos ético-legais do registro das imagens das lesões, no que tange a obrigatoriedade da autorização, por escrito do emprego deste recurso, pelo paciente ou responsável legal, por representar informações clínicas reais(12).

Quanto à distribuição geopolítica das publicações, verifica-se no Gráfico 1, que o país que apresentou o maior número de publicações foi os Estados Unidos com 18 (41,8%) artigos referentes ao assunto de fotografia de feridas em enfermagem, seguido do Reino Unido com 16 (37,2%) artigos. A Austrália apresentou 6 (13,9%) artigos e os demais países como Canadá, Holanda e o Brasil tiveram 1 (2,3%) artigo contemplado neste estudo.

grafico1

Após análise dos artigos, foram estabelecidas quatro categorias temáticas abordadas nos artigos referentes ao uso da fotografia digital em cuidados com feridas em enfermagem, conforme mostra a Tabela 4.

tabela4

A categoria Aplicação prática da fotografia de feridas abrangeu os artigos que tratavam da utilização da fotografia na prática diária das enfermeiras nos centros de cuidados de feridas, utilizando a fotografia para a mensuração do tamanho da ferida, avaliação e acompanhamento da ferida. Esta categoria apresentou o maior número de artigos 25 (58,1%). A categoria Utilização de fotografia em programas de computador teve 7 (16,2%) artigos abordam artigos que utilizam a imagem da fotografia digital nos programas de computador destinados à avaliação de feridas.

A categoria Recomendações técnicas para fotografar feridas apresentou 6 (13,9%) dos artigos analisados. Estes artigos abordam as orientações para a compra e manuseio do equipamento adequado para o trabalho de fotografia em enfermagem, descreve os benefícios do uso da fotografia nos cuidados de pacientes portadores de feridas.

A categoria Avaliação da prática de fotografar feridas reuniu artigos que trazem as opiniões da equipe de enfermagem sobre o uso da fotografia de feridas e apresentou 5 (11,6%) das publicações.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os artigos analisados parecem evidenciar o interesse dos profissionais de enfermagem pela aplicação da fotografia digital em documentação de feridas, sendo utilizado em hospitais, home care e em centros especializados no atendimento de feridas em diversos países. Esta prática vem sendo implantada como uma forma de registro e acompanhamento do tratamento estabelecido ao paciente.

De maneira geral, este estudo mostrou que a prática de fotografar ferida proporciona um novo caminho para o trabalho da equipe de enfermagem na avaliação de feridas.

Os artigos que foram submetidos à análise representam uma amostra pequena, sendo que no Brasil a busca bibliográfica identificou somente um artigo, indicando a importância de implementar estudos sobre a documentação fotográfica nas instituições de saúde brasileiras.

 

REFERÊNCIAS

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Artigo recebido em 13.05.08.

Aprovado para publicação em 03.06.09.

Artigo publicado em 30.09.09.

 
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