REINALDO, A.M.S.; SAEKI, T.; REINALDO, T.B.S. - O uso da história oral na pesquisa em enfermagem psiquiátrica: revisão bibliográfica. . Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 5 n. 2 p. 55 – 60, 2003. Disponível em http:/www.fen.ufg.br/revista.

O USO DA HISTÓRIA ORAL NA PESQUISA EM ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

THE USE OF ORAL NARRATIVES IN PSYCHIATRIC NURSING: A BIBLIOGRAPHIC REVIEW
LA UTILIZACIÓN DE LA HISTORIA ORAL EN LA PESQUISA DE ENFERMERÍA PSIQUIÁTRICA: REVISIÓN BIBLIOGRÁFICA

Amanda Márcia dos Santos REINALDO1, Toyoko SAEKI2, Telma Bonifácio dos Santos REINALDO3

INTRODUÇÃO
            Um pouco de história
            História oral: método, disciplina ou técnica?
            Vidas que compõem histórias
ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA E HISTÓRIA ORAL
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AUTORAS

RESUMO: A história oral se situa, em meio ao desenvolvimento dos métodos qualitativos de investigação. O objetivo desse artigo foi realizar um levantamento bibliográfico sobre a história oral e sua utilização nas pesquisas em enfermagem psiquiátrica, uma vez que entendemos que este método tem como centro de interesse o próprio indivíduo na história. Observa-se a crescente utilização da história oral na enfermagem psiquiátrica, sendo que alguns autores têm trabalhado sobre a perspectiva de que conhecendo a história do sujeito podemos entender os significados que o mesmo atribui ao processo de adoecimento e suas implicações, assim como outras questões pertinentes a enfermagem psiquiátrica.
PALAVRAS-CHAVE: história oral; pesquisa; enfermagem

ABSTRACT: Oral narratives are one of the qualitative methods of investigation. This article aimed at conducting a bibliographic review concerning oral narratives and their use in psychiatric nursing since it is understood that such method focuses on the individual himself as part of the narrative. The use of oral narratives in psychiatric nursing has been increasingly observed and some authors have worked on the perspective that by knowing the subject's history, we are able to understand the meanings that he attributes to the process of becoming ill and its implications as well as other questions pertaining to psychiatric nursing.
KEY WORDS: Oral narrative; Research; Nursing

RESUMEN: La historia oral, se ubica como uno de los medios en el desarrollo de losmétodos cualitativos de investigación. El objetivo de este articulo fuerealizar un levantamiento bibliográfico sobre lahistoria oral y su utilización en las investigaciones en enfermería psiquiátrica, una vez que entendemos que este método tiene como centro de interés al propio individuo de la historia. Se observa la creciente utilización de la historia oral en la enfermería psiquiátrica, siendo que algunos autores han trabajado en la perspectiva de que conociendo la historia del sujeto podemos entender los significados que el mismo atribuye al proceso de enfermedad y sus implicaciones, así como otras preguntas pertinentes a la enfermería psiquiátrica.
PALABRAS-CLAVE:  historia oral; investigación; enfermería

INTRODUÇÃO

O objetivo das presentes reflexões é contribuir para a discussão da crescente utilização da história oral no campo das pesquisas em enfermagem psiquiátrica.

Este artigo tem um caráter exploratório, derivado das inquietações da autora em relação ao uso da história oral e seus desdobramentos, entre eles, a história oral de vida, partindo de uma constatação, - embora seja inegável a importância da história oral em alguns estudos que utilizam abordagens qualitativas, a forma como a mesma é apreendida não é um ponto pacífico.

Cabe afirmar que, não é nosso objetivo responder as questões conflituosas que permeiam a história oral, visto que entendemos que nossa postura diante do tema é de um pesquisador curioso, à procura de pistas que possam elucidar nossas dúvidas.

O texto está organizado em quatro tópicos, onde discorremos um pouco sobre a história da história oral, destacando a produção científica de autores considerados expoentes no seu estudo e divulgação. No segundo tópico nos reportaremos à discussão sobre o status da história oral, no terceiro tópico estaremos discorrendo um pouco sobre a história oral de vida. E por fim nos voltaremos para apresentação de alguns estudos que utilizaram a história oral na área da enfermagem psiquiátrica.

Assim o panorama geral que aqui se apresenta é tão somente um esboço, que esperamos, suscite novas inquietações para trabalhos posteriores e contribua para ampliar a bibliografia que dispomos sobre a temática.

Um pouco de história

A história oral desenvolveu-se inicialmente após a II Guerra Mundial, tendo como grande marco a criação do primeiro projeto formal de história oral, na Universidade de Columbia, Nova York (GRELE, 2001).

Deve-se registrar que esse desenvolvimento deu-se através da combinação dos avanços tecnológicos, entre eles o gravador e à necessidade de se conhecer as experiências vividas por ex-combatentes, familiares e vítimas da guerra, através dos relatos orais.

De início a história oral combinou três funções complementares: registrar relatos, divulgar experiências relevantes e estabelecer vínculos com o imediato urbano, promovendo assim um incentivo à história local e imediata” (MEIHY, 1998,p.22).

Para JOUTARD (2001), a primeira geração de historiadores orais surgiu nos Estados Unidos nos anos 50, com o propósito de reunir material para historiadores futuros. Tendo ainda como característica privilegiar as ciências políticas e se ocupar da história dos que ele denomina de “notáveis”. Na Itália a pesquisa oral foi utilizada para reconstituir a cultura popular, e no México os arquivos orais registravam as memórias e recordações dos chefes da revolução mexicana, sendo estes considerados por JOUTARD (2001), como a segunda geração dos historiadores orais.

Esta segunda geração foi marcada por uma nova concepção da oralidade, se reportando aos relatos orais das minorias étnicas, dos iletrados, dos marginalizados entre outros. É uma história vista como alternativa a todas as construções historiográficas baseadas no escrito. Desenvolveu-se à margem da Academia, baseando-se implicitamente na idéia de que se chega à “verdade do povo” graças ao “testemunho oral” (JOUTARD, 2001,p.201).

Um dos aspectos indicativos do desenvolvimento dessa nova história oral foi a adesão de vários estudiosos entre eles Paul Thompson na Inglaterra, Mercedes Vilanova na Espanha e Danièle Hanet na França, podendo-se afirmar que foi a partir do XIV Congresso Internacional de Ciências Históricas de San Francisco, em 1975 e do primeiro Colóquio Internacional de História oral realizado em Bolonha, que se concretizou o marco fundamental da terceira geração de historiadores orais. No Equador, Bolívia e Nicarágua foram realizadas pesquisas orais sobre o mundo camponês, em Costa Rica a Escola de Planejamento e Promoção Social da Universidade Nacional em 1983, lançou um projeto com o objetivo de tentar escrever a história do país, através da narrativa do povo (FERREIRA; FERNANDES& ALBERTI, 2000).

No Brasil em 25 de junho de 1973, foi criado o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC-FGV), que buscava através dos relatos orais “pensar e entender melhor o Brasil daquele período” (CAMARGO, 1999,p.23). Cabe pontuar que a história oral no Brasil assim como no restante da América Latina, principalmente nos países que viveram governos ditatoriais, teve sua incorporação associada ao processo de redemocratização, o que diferencia o papel da história oral latino-americana da européia ou norte-americana. Outra diferença entre, a história oral brasileira e a “história oral primeiro mundista”, era o fato de não podermos utilizar os mesmos critérios analíticos usados pelos autores estrangeiros para estudar, por exemplo, a escravidão, a miscigenação, os grupos marginalizados e excluídos (MEIHY, 2000,p17).

Este fato em momento algum invalidou a troca de experiências acadêmicas, o próprio CPDOC-FGV no momento de maior atividade do seu Programa de História Oral, trouxe para o Brasil dois especialistas norte-americanos que apesar de não mostrarem uma preocupação maior com as questões metodológicas tinham grande experiência com o uso do gravador e as questões mais técnicas da entrevista (CAMARGO, 1999, p.23).

A fundação da Associação Brasileira de História Oral (ABHO) em 1994 durante o Segundo Encontro Nacional de História Oral no CPDOC-FGV congregou historiadores orais de diferentes Estados, o que fortaleceu as trocas de experiências entre os mesmos. Essa comunhão de pesquisadores possibilitou a realização de outros eventos no país, fato que culminou com a escolha do Brasil para sediar o X Congresso Internacional de História Oral em 1998, no Rio de Janeiro, incentivando a criação de uma revista semestral e de núcleos de estudos de história oral em diferentes instituições (CAMARGO; D’ARAÚJO, 1999).

História oral: método, disciplina ou técnica?

Segundo FERREIRA & AMADO (2001,p.10) discutir os “usos e abusos da história oral” é importante para que  sejam definidos os “rumos da história oral nos próximos anos”.

Em nosso entender, a história oral, como todas as metodologias, apenas estabelece e ordena procedimentos de trabalho – tais como os diversos tipos de entrevistas e as implicações de cada um deles para a pesquisa, as várias possibilidades de transcrição de depoimentos, suas vantagens e desvantagens, as diferentes maneiras de o historiador relacionar-se com seus entrevistados e as influências disso sobre seu trabalho – funcionando como ponte entre teoria e prática” (FERREIRA; AMADO, 2001,p.16.).

No entanto outros estudiosos da história oral, entre eles MEIHY (1998) advogam que esta seria uma disciplina, para FERREIRA & AMADO (2001,p.31), a divergência entre os que postulam a história oral como disciplina e não metodologia está no fato destes “reconhecerem na história oral uma área de estudos com objeto próprio e capacidade (como fazem todas as disciplinas) de gerar no seu interior soluções teóricas para as questões surgidas na prática...”.

Os que defendem que a história oral seja uma técnica, geralmente, são pessoas envolvidas na constituição e preservação de acervos orais. Estes pesquisadores utilizam as fontes orais de forma esporádica, como fontes de informação complementar, o que teoricamente justificaria essa postura (FERREIRA; AMADO, 2001).

É consensual, entretanto, que a história oral atingiu sua maioridade, e que apesar da discussão necessária, sobre o seu status, cada vez mais encontramos pessoas interessadas no tema.  Nos processos de mudança no campo da história oral, é inegável o empenho com que seus estudiosos têm se empenhado em divulgá-la.

Nesse contexto, após 40 anos de sua existência, GRELE (2001), suscita outras questões a serem discutidas, entre elas: a confiabilidade da história oral; suas realizações e como avaliar as mesmas. Para tanto o autor apresenta dois problemas relacionados que merecem solução. O primeiro se refere ao gerenciamento dos registros, onde o controle de dados torna-se cada vez mais imperativo. O segundo ponto está associado a utilidade que esses dados têm para a profissão do historiador.

Vidas que compõem histórias

O primeiro texto que tivemos acesso sobre história oral se intitulava “Mulheres da vila – prostituição, identidade social e movimento associativo” (MORAES,1995),  e ao terminarmos a leitura das histórias daquelas mulheres que se referiam à suas vidas, trabalho, sexualidade e organização com uma clareza tão grande, em alguns momentos a sensação de que estávamos presenciando aqueles depoimentos era iminente.

Hoje, acreditamos que aquela tenha sido uma visão de certa forma romântica do que foi lido, pois, naquele momento fomos despertados para a história das pessoas ditas comuns, excluídas, marginalizadas e ao mesmo tempo vencidas e vencedoras. Atualmente, trabalhando com a história oral, não nos causa surpresa a dificuldade que alguns autores enfrentam para defini-la, o que, entretanto, não os impede de utilizá-la em seus estudos, nem tão pouco consultá-la como fonte de pesquisa.

Para ALBERTI (1989,p.41), esta dificuldade está relacionada ao fato da história oral não pertencer a um campo estrito do conhecimento, “sua especificidade está no próprio fato de se prestar a diversas abordagens, de se mover num terreno pluridisciplinar”. A própria autora quando se propõe a conceituar a história oral, usa a palavra “arriscando”, quando o faz.

“...um método de pesquisa (histórica, antropológica, sociológica,...) que privilegia a realização de entrevistas com pessoas que participaram de, ou testemunharam acontecimentos, conjunturas, visões de mundo, como forma de se aproximar do objeto de estudo. Trata-se de estudar acontecimentos históricos, instituições, grupos sociais, categorias profissionais, movimentos, etc...” (ALBERTI, 1989.p.52.).

Talvez, em virtude dessa abrangência a história oral comporta três tipos de abordagens, a saber: história oral de vida, temática e tradição oral. Para CAMARGO (1989,p.52), a história oral de vida particularmente garantiu “o rigor, a fidedignidade e a riqueza que a técnica que a história oral  por si mesma não possuía” segue afirmando que “nada mais consistente do que uma longa vida que se decifra, com a chancela de um gravador”.

Segundo DEBERT (1988), a história oral de vida tem aumentado seu âmbito de atuação, sendo enfaticamente reivindicada por várias disciplinas (História, Antropologia e Sociologia).  Não é nosso objetivo discutir a quem pertence esse método, no entanto, concordamos com a autora quando diz que as vantagens deste método são expressas através de duas possibilidades que a história de vida proporciona. A primeira é a “produção de uma nova documentação”, onde se tem a oportunidade de incorporar à literatura a versão que “os oprimidos e desprivilegiados têm dos grandes e dos pequenos acontecimentos” (DEBERT, 1988).

A segunda possibilidade é o estabelecimento de um diálogo entre informante e analista, onde é possível alcançar um ponto de interseção em que ambos possam, compartilhar algo novo, que se apresenta pela primeira vez ao analista e re-apresenta ao informante, através de sua memória (DEBERT, 1988).

Existem alguns pontos de discussão relativos a história oral de vida, que achamos pertinentes serem levantados, entre eles está o tratamento do material gravado, o destino a ser dado à história de vida do colaborador, a pertinência ou não de analisá-la a luz de um referencial teórico, apesar do pesquisador ter essa possibilidade? Quanto à relação que se estabelece entre pesquisador e entrevistado – ela interfere ou não no resultado final do estudo? O afastamento do pesquisador defendido pelos positivistas, é imprescindível ou não? Outras questões relativas à memória, construção do discurso, subjetividade, ética e metodologia também merecem uma discussão teórica mais aprofundada.

ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA E HISTÓRIA ORAL

Baseando-nos no que já apontamos anteriormente sobre o âmbito da história oral e sua interface com diferentes disciplinas que a utilizam, reunimos alguns trabalhos que serviram como pano de fundo para estarmos pensando sobre a história oral como uma forma de refletir sobre certas questões que permeiam a enfermagem psiquiátrica e seu campo de saberes e práticas.

Dois trabalhos, ao nosso ver, podem ser considerados como referência importante quando nos reportamos à utilização da história oral na enfermagem psiquiátrica. O primeiro de autoria de KIRSCHBAUM (1994), reconstituiu historicamente as práticas de enfermagem desenvolvidas nas instituições psiquiátricas públicas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Salvador e Barbacena entre as décadas 20 e 50. O segundo foi realizado por HUMEREZ (1996), que usou a história de vida de pacientes psiquiátricos para refletir sobre assistência psiquiátrica.

Podemos destacar ainda, LEMOS (1982), GUIMARÃES (1998), OGATA & RODRIGUES (1995), KIRSCHBAUM & ALVES (2000), BRÊDA & AUGUSTO (2001), que por meio dos relatos orais estudaram a assistência dispensada ao paciente psiquiátrico na atenção básica de saúde, analisando as formas de enfrentamento da doença, e o tipo de cuidado prestado pelos familiares e equipe do Programa de Saúde da Família. E mais recentemente REINALDO (2003), que realizou um estudo sobre itinerário terapêutico em saúde mental. HUMEREZ (1994;1998), trata do uso da história oral na pesquisa em enfermagem, trazendo alguns conceitos, mais especificamente abordando a utilização da história oral de vida como forma de captação de dados em pesquisas qualitativas.

Observamos que o uso da história oral, ainda não é muito expressivo no âmbito da enfermagem psiquiátrica, entretanto diante os trabalhos compilados podemos avaliar que existe um interesse na temática e sobre tudo uma preocupação em relação ao rigor metodológico que implica sua utilização, por meio de ancoragens teóricas e conceituais consistentes.

CONCLUSÃO

A história oral possibilita a construção e a reconstituição da história por meio dos relatos individuais ou coletivos. O fato de ser considerada um campo multidisciplinar possibilita que algumas disciplinas, (entre elas a antropologia, psicologia, psicanálise, sociologia, etc...), possam dar suas contribuições teóricas, especialmente no tratamento e na análise da informação oral.

Observamos essa contribuição através dos estudos que trazem reflexões sobre as relações entre pesquisadores e sujeitos entrevistados, que tendem a discutir seus resultados com base nas teorias do sujeito.

Também podemos afirmar que a crescente difusão da história oral nos centros universitários, apesar de algumas diferenças em relação a sua utilização e status, nos parece que vem estimulando seu uso por parte dos pesquisadores, entre eles os da área da saúde, onde  apontamos autores da enfermagem que através dos relatos orais têm realizado entrevistas com sujeitos que possam discorrer sobre experiências diretas ocorridas durante a vida, analisando-as a luz das teorias e práticas da enfermagem psiquiátrica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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KIRSCHBAUM, D.I.R.; ALVES, M.A. A escolha pelo trabalho em psiquiatria como vocação nas décadas de 30 a 70: relatos orais de enfermeiras. Escola de Enfermagem Anna Nery. REVISTA ENFERMAGEM, Rio de Janeiro, v. 4, n.3, p. 311-320, 2000.

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AUTORAS

1Doutoranda do Programa de Enfermagem Psiquiátrica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP. E-mail: amandamsr@ig.com.br ou amanda@eerp.usp.br
2Docente  do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da EERP/USP.
3Docente do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão.